Avaliação da produção de celulases e xilanase pela degradação de resíduos agrícolas regionais por fungos da Amazônia
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Química |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5212 |
Resumo: | A degradação da biomassa, rica em materiais lignocelulósicos, é um dos processos mais investigados atualmente, visto o seu potencial para a produção de biocombustíveis de segunda geração com impacto positivo na redução da deposição desses resíduos no meio ambiente. Considerando que a degradação de materiais lignocelulósicos é um processo muito complexo, uma das alternativas mais promissoras reside no uso de enzimas de micro-organismos que tenham a capacidade de realizá-lo de forma sustentável. Sendo assim, este trabalho objetivou selecionar fungos provenientes de diferentes ambientes da região Amazônica com potencial para a produção de celulases e xilanase. Cinco fungos endofíticos do gênero Penicillium e cinco basidiomicetos foram cultivadas a 28 °C e 26 °C, respectivamente, por 192 h em fermentação em estado sólido utilizando 5 g de diferentes substratos: casca e semente de cupuaçu, casca e semente de maracujá, casca de macaxeira, casca de urucum, casca de coco, casca de guaraná, bagaço de cana de açúcar e torta de pau rosa. Após 192 h, ensaios qualitativos mostraram bons resultados para a maioria dos Penicilium spp. e alguns basidiomicetos. Nos ensaios quantitativos, os melhores resultados foram para Penicillium sp. 02 em casca de maracujá com as atividades de 13,44 UI/mL para CMCase, 0,02 UI/mL para β-glicosidase e 0,02 UI/mL para FPase. Os melhores resultados para xilanase foram observados em casca de urucum pelos Penicillium sp. 04 com 5,12 UI/mL e Penicillium sp. 05 com 4,35 UI/mL. Em fermentação submersa, 16 linhagens foram cultivadas por cinco dias usando farelo de trigo como indutor. A cada 24 h alíquotas foram avaliadas. As linhagens de Aspergillus niger apresentaram as máximas produções de celulases (CMCase, β-glicosidase e FPase) enquanto que Penicillium spp. foram melhores para produção de xilanase. As atividades de ambos os tipos de enzimas foram baixas para os basidiomicetos. Os bons resultados alcançados nesta pesquisa confirmam o potencial celulolítico e xilanolítico dos fungos endofíticos e basidiomicetos amazônicos, credenciando-os para a produção de produtos biotecnológicos, como o bioetanol de segunda geração e a compostagem, um valor a agregar na produção agrícola do estado do Amazonas. |