Atividade antimalárica in vitro e composição química de Machaerium ferox (Benth.) Ducke (Fabaceae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Adriana Cardoso da
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/7782379425404172
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8825
Resumo: Em Oriximiná, no Pará, um município com alto índice de malária, grupos tradicionais como povos remanescentes de quilombos puderam experimentar e conhecer plantas úteis contra a doença e seus sintomas. A Machaerium ferox é nativa da Amazônia e utilizada por comunidades tradicionais como fitoterápico no tratamento de doenças. O presente trabalho teve como objetivo estudar a composição química e avaliar a atividade antiplasmódica in vitro dos extratos de M. ferox frente a cepa K1 (resistente a cloroquina) de Plasmodium falciparum. Foram avaliados oito extratos obtidos do caule de M. ferox. O extrato que obteve melhor resultado, considerando rendimento e atividade antiplasmódica foi o extrato de acetona. O extrato de acetona apresentou concentração inibitória mínima (CI50) de 21,3 μg/mL (14,1 – 32,4 μg/mL), sendo considerado parcialmente ativo. O extrato de acetona foi submetido à extração líquidolíquido e fracionamento utilizando coluna cromatográfica (CC). Da fração de acetato F.AcOEt foram obtidas 200 subfrações reunidas em 8 frações conforme seus perfis cromatográficos visualizados em CCD. A primeira fração reunida (37,1 mg) apresentou um bom nível de pureza e foi levada à análise de RMN (1D e 2D). Da análise da substância concluiu-se que se tratava do flavonóide epicatequina. Da fração clorofórmica foram obtidas 152 subfrações reunidas em 5 frações. A sefunda fração reunida (4,7 mg) apresentou um bom nível de pureza e foi levada à análise de RMN (1D e 2D). Conforme análise, concluiu-se que a substância se trata de um triterpeno pentacíclico, porém não foi possível identificar a substância comparando-a com dados da literatura. Este é o primeiro relato da presença de epicatequina na espécie M. ferox.