Avaliação de um protocolo de crioterapia na ocorrência de dor pós-operatória endodôntica em dentes molares com pulpite irreversível. Um Ensaio Clínico Randomizado
Ano de defesa: | 2025 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Odontologia Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Odontologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10711 |
Resumo: | Este trabalho teve como objetivo comparar através de um ensaio clínico randomizado duplo-cego de superioridade o efeito da irrigação com solução salina estéril gelada na dor pós-operatória em endodontia. Foram selecionados 49 pacientes com indicação para tratamento endodôntico em molares permanentes, no ambulatório da Faculdade de Odontologia da UFAM, diagnosticados com pulpite irreversível. O protocolo de tratamento foi realizado em sessão única por um único operador. Para instrumentação dos canais empregou-se o sistema reciprocante ProDesign R e irrigação com hipoclorito de sódio 2,5%, o comprimento de trabalho foi determinado no limite do forame apical aferido por localizador eletrônico. Antes do procedimento de obturação, os pacientes foram distribuídos aleatoriamente em 2 grupos: 01 (controle): recebeu irrigação com solução salina estéril em temperatura ambiente e 02 (intervenção) foi irrigado com a mesma solução em temperatura entre 1,5° a 4°C, por 2min em cada canal em ambos os grupos. Após a intervenção procedeu-se com a obturação pela técnica da condensação lateral com cimento endodôntico resinoso no limite de 0,5 aquém do forame e selamento provisório com cimento de ionômero de vidro restaurador. Em ambos os grupos, as técnicas de cegamento foram empregadas para o paciente e avaliador do desfecho. O desfecho primário avaliado foi a dor pós-operatória, ocorrência e intensidade, experimentada pelo paciente em intervalos de 6, 12, 24, 48 e 72 horas após o tratamento endodôntico, utilizando a escala numérica discreta (NRS: 0-10 cm). Os resultados da prevalência de dor no grupo controle foram de 75% e no grupo intervenção 52%. A intensidade da dor no grupo controle nos períodos coletados foram: 2,12 ± 2,59 em 6h; 2,66 ± 3,04 em 12h; 1,83 ± 2,74 em 24h; 0,91 ± 2,30 em 48h e 1,20 ± 2,70 em 72h. No grupo intervenção foram: 1,40 ± 2,02; 1,12 ± 1,66; 0,84 ± 1,62; 0,68 ± 0,59; 0,72 ± 1,88 respectivamente. Para ambos os desfechos não foi encontrado diferença estatística significante. Conclui-se que a crioterapia não reduziu a prevalência de dor pós-operatória nos dentes tratados endodonticamente. |