Análise do líquido cefalorraquidiano nas manifestações neurológicas de pacientes adultos infectados pelo HIV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Melo, Sabrina Araújo de
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/6573260324276229, https://orcid.org/0000-0001-8344-7753
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9214
Resumo: As infecções oportunistas são as principais causas de morbimortalidade em PVHA quando comparado a outras causas como o câncer. Pessoas com HIV/AIDS que não são adequadamente tratadas com terapia antirretroviral desenvolvem distúrbios neurológicos associados ao HIV. Entre 40% e 70% dos pacientes com AIDS sofrem de complicações neurológicas, que têm um impacto significativo na capacidade funcional e na qualidade de vida. O sistema nervoso central é um dos principais alvos da replicação do HIV, e o segundo local mais comum onde se observam manifestações clínicas graves. O objetivo do estudo foi examinar o líquido cefalorraquidiano de pacientes com HIV com manifestações neurológicas em um hospital de referência em doenças infecciosas da cidade de Manaus, Amazonas. Trata-se de um estudo descritivo, observacional, retrospectivo, que investigou o líquido cefalorraquidiano de pacientes maiores de 18 anos que evoluíram com manifestações neurológicas. O diagnóstico molecular foi utilizado para a detecção de vírus da família Herpesviridae, vírus JC, vírus BK, Toxoplasma gondii, HTLV-1 e HTLV-2 e HIV. Noventa (36,7%) das 245 amostras de líquido cefalorraquidiano de pacientes com manifestações neurológicas de PVHA continham patógenos, entre eles Cryptococcus sp. (7,7%), EBV (5,3%), CMV, VZV e JCV (4,0% cada). HSV-1 e Mycobacterium tuberculosis foram encontrados em (0,8%) das amostras, HSV-2 e BKV em (0,4%) amostras. Sete pacientes (18,5%) apresentaram coinfecção com dois patógenos. O DNA de T. gondii foi confirmado em 22 (30,5%) amostras, sendo o patógeno mais frequentemente detectado. O RNA do HIV foi detectado em 68,8% (93/135) das amostras de líquido cefalorraquidiano. A presença de patógenos oportunistas foi detectada em 36,7% das amostras de pessoas com manifestações neurológicas infectadas pelo HIV. T. gondii é o agente oportunista mais comum entre os patógenos detectados, e os herpesvírus são importantes causas de alterações no perfil do LCR nesses pacientes. Existe uma baixa correlação positiva entre o nível de RNA do HIV no LCR e o plasma no grupo de pacientes do estudo. Apesar do uso da terapia antirretroviral, infecções oportunistas do sistema nervoso central ainda são comuns nessa população.