Avaliação do uso de antimicrobianos em um hospital universitário da cidade de Manaus - Amazonas
Ano de defesa: | 2005 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina Brasil UFAM Programa de Pós-Graduação em Patologia Tropical |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/4733 |
Resumo: | Os antimicrobianos foram descobertos na década de 1940. Porém, como não houve critérios precisos para sua utilização, na década de 1970, já havia trabalhos comprovando o uso indiscriminado destes medicamentos e, atualmente, ainda são alvos de polêmicas na comunidade científica. Os antimicrobianos estão entre as drogas mais caras e utilizadas nas instituições hospitalares com uma diversidade de conseqüências. Das conseqüências da utilização inadequada estão as reações adversas, o surgimento de microrganismos resistentes e a predisposição a infecções secundárias, limitando as possibilidades terapêuticas e aumentando não só as taxas de letalidade como também os custos das instituições assistenciais. Com o intuito de avaliar o uso de antimicrobianos no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital universitário da cidade de Manaus/Amazonas, o presente estudo teve como objetivos: a) investigar a ocorrência do uso irracional de antimicrobianos nesta unidade e b) correlacionar o uso irracional dos antimicrobianos com a morbi-mortalidade, o tempo de internação e os gastos hospitalares dos pacientes. Sendo assim, foi realizado um estudo retrospectivo com uma amostra de 300 prontuários de pacientes internados no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2004. A fim de investigar a ocorrência do uso irracional dos antimicrobianos, as prescrições desses medicamentos feitas aos pacientes estudados, foram comparadas com as rotinas de antibioticoprofilaxia e antibioticoterapia da CCIH e com as recomendações do Consenso Sobre o Uso Racional de Antimicrobianos do Ministério da Saúde. Através dessas comparações, as indicações dos antimicrobianos foram classificadas em adequada e inadequada. As taxas de pneumonia, infecção da corrente sangüínea e infecção do trato urinário foram utilizadas como avaliadoras da influência do uso inadequado de antimicrobianos na condição de morbidade dos pacientes. Para investigar se o uso irracional dos antimicrobianos influenciou na taxa de mortalidade, no tempo de internação no CTI e nos gastos hospitalares, foi retirada, dos 300 prontuários, uma subamostra de 40 prontuários, cujos pacientes compartilhavam características em comum. Essa subamostra foi dividida em Grupo A (pacientes que fizeram uso de forma adequada) e Grupo B (pacientes que fizeram uso de forma inadequada). Os resultados mostraram que, dos 300 prontuários analisados, 253 (84,3%) pacientes fizeram uso de forma adequada dos antimicrobianos, ao passo que 47 (15,7%) fizeram uso de forma inadequada. Em termos de condição de morbidade, o uso irracional de antimicrobianos determinou o desenvolvimento de complicações infecciosas hospitalares. Análises da subamostra de 40 prontuários revelaram que a taxa de óbito dos pacientes do Grupo A (31 pacientes) foi de 74,2% contra 100% do Grupo B (09 pacientes). O estudo revelou ainda que os pacientes do Grupo B permaneceram, em média, mais tempo internados e custaram mais caro para a instituição hospitalar. Em face disso, concluiu-se que a melhoria no padrão de prescrição dessas drogas pode ser obtida por meio de atividades prioritárias, tais como: a educação continuada da equipe de saúde para seu uso racional, o monitoramento regular do perfil de resistência/sensibilidade dos germes a esses produtos e sua padronização e controle. |