A Economia Social e Solidária na cadeia de valor da castanha-do-brasil (Bertholletia Excelsa Bonpl.): um novo paradigma extrativista para Amazônia
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Centro de Ciências do Ambiente Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8941 |
Resumo: | A Agricultura Familiar e a Economia Social e Solidária, como novos paradigmas de produção e consumo genuinamente latino-americanos, passaram a ganhar destaque nas agendas internacionais como alternativas para a garantia de nosso futuro civilizacional. Na Amazônia, dois outros paradigmas já estabelecidos estão em constante conflito: o Agropecuário, voltado à massificação da industrialização nos processos agrícolas, e o paradigma Extrativista tradicional associado ao manejo florestal múltiplo e vinculado à conservação do ambiente. Atualmente, a cadeia de valor da castanha-do-brasil é a principal cadeia extrativista na região amazônica, mas passa por processo recente de devastação dos seus castanhais. Nesse contexto, o objetivo geral desta tese foi analisar o potencial da cadeia de valor da castanha-do-brasil, sob a ótica das agroindústrias cooperativas do interior do Estado do Amazonas, para o estabelecimento de um novo paradigma extrativista na Amazônia. O percurso metodológico desta tese seguiu, como linha epistemológica, a abordagem histórica de Bachelard, em uma relação multiescalar, sendo a escala macro a Agricultura Familiar e a Economia Social e Solidária a escala meso os empreendimentos da Agricultura Familiar coletivamente organizados na Amazônia Legal e a escala micro o extrativismo na cadeia de valor da castanha-do-brasil. Os principais resultados constatam que, na macroescala, a Agricultura Familiar e a Economia Social e Solidária passam por processo de transição paradigmática e despontam como dois novos campos científicos, sendo o primeiro consolidado e o segundo emergente. Na mesoescala, há representatividade na distribuição de Empreendimentos Sociais e Solidários da Agricultura Familiar na maioria dos 772 municípios, dos 9 Estados, sendo o Amazonas como protagonista em relação ao número de associados e cooperados por empreendimento, com destaque para as cadeias extrativistas. Na microescala, surge um novo paradigma extrativista a partir da cultura organizacional e os processos gestionários das usinas cooperativas da cadeia de valor da castanha-do-brasil, sendo esses empreendimentos capazes de integrar os elos iniciais aos elos finais da cadeia e enfrentar o secular sistema de aviamento que ainda hoje promove a subalternidade do trabalho em relação ao capital e à explotação ambiental. Por fim, conclui-se que é necessário garantir a superação de fraquezas evidentes em relação ao contingente de pessoas na administração das usinas cooperativas, clareza do processo de governança, proteção jurídica contra intervenção inapropriada do governo, além de apoio e desburocratização do processo de certificação e intercâmbio de experiências com outras Organizações da Sociedade Civil. |