Estudo químico e avaliação da atividade antioxidante de Diplotropis racemosa (Hoehne), resíduo madeireiro do Médio Amazonas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Alves, Thais Sampaio
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/8846042319800773
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia - Itacoatiara
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia para Recursos Amazônicos
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8075
Resumo: Diplotropis racemosa (Hoehne) pertence à família Leguminosae, conhecida popularmente como Sucupira preta, possui dispersão pelo Brasil e é bastante utilizada em áreas degradadas. Estudos realizados na Região Amazônica apontam a presença de substâncias ativas como flavonoides, terpenos, saponinas e alcaloides em cascas e cernes de espécies da família. A prospecção fitoquímica teve como objetivo a identificação de grupos de metabólitos secundários presentes no extrato bruto e frações da casca de D. racemosa, cuja constituição química é desconhecida. A casca foi seca, triturada e o extrato bruto foi obtido sob refluxo com etanol 70%. O extrato bruto foi fracionado por partição líquido-líquido, sendo obtidas as seguintes frações: hexânica, clorofórmica, acetato de etila, butanólica e hidroalcóolica. A constituição química dos extratos foi avaliada perante reação em tubos e em placas cromatográficas. A atividade antioxidante foi analisada frente aos radicais DPPH e ABTS, sendo determinado o teor de fenóis totais. A fração butanólica foi fracionada no HPCCC utilizando sistemas de solventes compostos por: acetato de etila – butanol – água. Métodos cromatográficos e espectroscópicos foram utilizados para obtenção do perfil químico das amostras purificadas. A prospecção fitoquímica evidenciou qualitativamente a presença das seguintes classes de metabólitos secundários: taninos condensados, flavonas, flavonois, xantonas, flavanonois, flavanonas, triterpenos pentacíclicos, saponinas e alcaloides. A análise por CCD evidenciou a presença de flavonoides nas seguintes amostras: extrato bruto, fração acetato de etila e fração butanólica. Além disso, permitiu acompanhar todo o processo de isolamento e atividade antioxidante frente ao DPPH, que no ensaio in vitro a fração em acetato de etila apresentou uma CI50 de 49,27 µg/mL e maior concentração de fenóis totais. No entanto, o rendimento da fração em acetato de etila foi baixo, com isso o isolamento foi direcionado para a segunda fração mais ativa, considerando o ensaio antioxidante de ABTS. A técnica de HPCCC possibilitou o direcionamento rápido e eficaz para o fracionamento e purificação das substâncias. No presente estudo foi possível purificar e identificar 4 flavonas C-glicosiladas inéditas na espécie D. racemosa, sendo elas: violantina (8,4 mg), isoviolantina (12,1 mg), vitexina (12 mg) e isovitexina (7,7 mg). Essa pesquisa foi pioneira na caracterização fitoquímica do resíduo madeireiro D. racemosa, coletada na região do Médio Amazonas. Estes resultados demonstram uma possibilidade para o aproveitamento dos resíduos pela indústria, fornecendo substâncias com potencial tecnológico, contribuindo para o meio ambiente. Este trabalho contribui para o conhecimento fitoquímico do gênero Diplotropis e deverá ser continuado para o encontro de novas substâncias presentes com potenciais biológicos, ainda a serem explorados.