No banco da canoa, nas correntezas do Solimões: travessias que nos (re)fazem professoras e professores em territórios líquidos do interior do Amazonas
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Educação Brasil UFAM Programa de Pós-Graduação em Educação na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10339 |
Resumo: | Esta tese está circunscrita ao Programa de Pós-Graduação em Educação na Amazônia (EDUCANORTE), polo Manaus-AM. A pesquisa teve como objeto de estudo a constituição identitária de três professoras e dois professores que atuam em escolas ribeirinhas das comunidades Vila Arixi e Vila Cuia, localizadas no município de Anamã, no estado do Amazonas/Brasil. O processo investigativo foi conduzido a partir da seguinte indagação: na perspectiva do professor reflexivo na contemporaneidade, como os/as docentes (re)constroem seus processos identitários e como se reconhecem, enquanto profissionais, no contexto educacional de comunidades ribeirinhas de Anamã, no interior do Amazonas? Para tanto, buscamos compreender como as professoras e os professores (re)constroem seus processos identitários e como se reconhecem, enquanto profissionais, no contexto educacional em que se encontram. No processo investigativo, utilizamos a pesquisa narrativa (auto)biográfica como método e como técnica, dentro de uma abordagem qualitativa. Como método, problematizamos a narrativa como uma alternativa de investigação no campo educacional numa perspectiva decolonial, que privilegia a ótica do sujeito/professor(a) no curso da investigação, em detrimento da visão do investigador, cuja argumentação está apoiada em Belmira Bueno, Elizeu Clementino de Souza, Mariana Meireles, Maria Passeggi, Delory-Momberger, Franco Ferrarotti, António Nóvoa e outros. Como técnica, adotamos os procedimentos da Entrevista Narrativa, na perspectiva de Jovchelovitch e Bauer. No processo interpretativo das narrativas, baseamo-nos na Hermenêutica Crítica, de Paul Ricoeur. No referencial teórico, fazemos uma interlocução com autores que abordam a questão identitária no contexto contemporâneo, apoiando a argumentação nas ideias de Anthony Giddens, Antônio Ciampa, Kathryn Woodward, Tomaz T. da Silva, Stuart Hall, Zygmunt Bauman, dentre outros. Também abordamos a linguagem como uma prática social, através da qual as pessoas constroem seus processos identitários, cuja argumentação tem sustentação nas ideias de Mikhail Bakhtin, Émile Benveniste, Moita Lopes, Tomaz T. da Silva, Eni Orlandi e outros. Em relação à especificidade da identidade docente, fazemos um diálogo com as ideias de Carlos Marcelo, António Nóvoa, Selma G. Pimenta e outros. Para discutir a constituição identitária sob a ótica do professor-reflexivo, com base na ideia de que o(a) docente (re)constrói permanentemente sua identidade a partir da reflexão que faz sobre si e sua prática, pensando o seu contexto de vida e de trabalho, trouxemos autores como Carlos Libâneo, Evandro Ghedin, Isabel Alarcão e outros. As interpretações das narrativas revelaram que as identidades das professoras e dos professores são (re)construídas articulando e mobilizando na/pela linguagem experiências e conhecimentos da vida pessoal-profissional, tendo como referência as comunidades-ribeirinhas onde vivem, trabalharam e trabalham, imersos em uma rede de relações/vínculos rompidos/(re)conectados que criaram/criam com os pares, com os discentes e com a comunidade, de modo que o ser-professor(a) passa por um processo de (re)significação constante, mediante um processo reflexivo, resultando no modo como cada um(a) se reconhece, realiza seu trabalho e se projeta para o futuro. |