Análise da vulnerabilidade socioambiental e os riscos de inundação no alto curso da Bacia do Mindu, Manaus-AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santana, Gabriele Figueira
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/5691182838353396, 0000-0002-9017-4906
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10429
Resumo: A análise dessa pesquisa tem como agente principal o alto curso da Bacia Hidrográfica do Mindu, que está compreendida dentro da área urbana da cidade de Manaus. Nesta dissertação está proposto a discussão sobre os aspectos geomorfológicos e sociais, estes aspectos estão voltados para abordagens da vulnerabilidade. Combinados com estes resultados, foi analisado áreas que mais ocorrem inundações no alto curso da bacia, para isso a metodologia deste trabalho se dividiu em: 1) caracterizar a geomorfologia; 2) caracterizar a vulnerabilidade socioambiental e 3) mapear as áreas de risco às inundações. Para criação dos mapas de cunho geomorfológico foi utilizado como base matricial da ESA - European Space Agency - além dessa plataforma dois sites foram utilizados na metodologia deste trabalho, o IBGE e a plataforma SACE desenvolvida pela CPRM, estes foram primordiais para o mapeamento das áreas mais vulneráveis do ponto de vista social e ambiental. Com disposição dos dados nos respectivos sites, foi possível realizar a produção cartográfica em que mostra a espacialização dessas ocorrências, contudo foi preciso a ida em campo para comprovar o monitoramento dessas áreas mais atingidas. Após a aquisição de dados, a bacia foi dividida em 3 regiões fisiográficas alto, médio e baixo curso, essa fragmentação foi definida de acordo com a diferenças de altitude que percorre o canal principal, logo o médio curso ocupa 83% da área total em seguida o baixo curso com 12% e a menor área o alto curso com 5% da sua totalidade. Os resultados mostraram que o canal principal possui 20,9 km de extensão, e atravessa 27 bairros, essa expansão ocorreu a partir do ano de 2010, em que grande parte do limite da bacia já estava ocupada. A densidade de drenagem (Dd) indica baixa disponibilidade de canais para o escoamento linear e das águas e materiais dendríticos. A bacia do Mindu faz parte do conjunto de bacias que têm os menores valores de densidade hidrográfica de Manaus. Quanto ao valor de extensão do percurso superficial (EPS) indica que a bacia está classificada em mediana, na qual recebe um elevado escoamento superficial interferindo na dinâmica do canal principal. É classificada como uma bacia de 5 ordem e possui a maior declividade classificada em suave ondulado com aproximadamente 50% a 60% da área total. A respeito do alto curso, esta região possui perímetro de 13,6 km e área de 5,74 km². Nesta região também foi possível comprovar dos 5 pontos monitorados a inundação pelo SACE, 4 ainda são recorrentes as inundações e mostram famílias que se encontram com dificuldades do ponto de vista social e estrutural.