Extração de quitina e quitosana de escamas de pirarucu (Arapaima gigas)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Carneiro, Davison Pinto
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/7096372255489845
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Agrárias
Brasil
UFAM
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Recursos Pesqueiros
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9019
Resumo: Os resíduos de peixe não são materiais descartáveis sem valor nutritivo, mas se mostram como excelente matéria-prima para extração de compostos diversos. As escamas de pirarucu (Arapaima gigas) carregam em sua composição, além dos compostos proteicos e minerais, um volume razoável de quitina e quitosana de boa qualidade que podem ser explorados para aplicação nos diversos ramos industriais, tecnológicos, médicos e outros. O objetivo deste trabalho foi extrair, determinar o rendimento e caracterizar a quitina e quitosana obtidas a partir das escamas de pirarucu. As amostras de escamação do pirarucu foram submetidas a dois tratamentos, sendo T1 extração homogênea, uma adaptação do processo com repouso das amostras por 24h em solução antes da aplicação de calor e T2 extração heterogênea, com aplicação direta das amostras em solução química sob aquecimento. A análise de Espectroscopia na Região do infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) mostrou assinatura das bandas relativas da quitina e quitosana. As quitinas T1 e T2 e quitosana T1 e T2 obtidos dos processos, mostraram características distintas, onde as quitinas extraídas apresentaram volumes em cerca de 1,37% (±0,30) e 38,84% (±4,40) para T1 e T2, respectivamente, enquanto as quitosanas apresentaram valores em cerca de 84,68% (±6,99) e 76,66% (±5,58) para T1 e T2, respectivamente. Também foram avaliadas a composição centesimal das escamas e dos polímeros carboidratos. As escamas, quitina e quitosana apresentaram valores médios de 20,53% (±2,23), 11,49% (±0,59) e 6,91% (±0,30), para umidade e 0,07% (±0,01), 0,05% (±0,01), 1,08% (±0,47) para lipídios; A proteína apresentou valores em cerca de 36,13% (±2,13), 1,01% (±0,34), 0,51% (±0,34); A cinza apresentou valores estimados em 31,16% (±0,62), 80,71% (±0,17) e 75,76% (±0,13). As escamas do pirarucu, apresentam-se como fonte de biomoléculas de quitina e quitosana, com grande potencial para aplicações tecnológicas.