Os espaços fúnebres na cidade de Manaus
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Geografia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9917 |
Resumo: | Segundo Lewys Mumford (1998), o advento da morte trouxe aos homens primitivos a preocupação com a cidade dos mortos, pensando nela antes da cidade dos vivos, pois desde os tempos antigos já existia uma preocupação com a moradia final dos mortos, desta forma surgiram os cemitérios. Nessa perspectiva serão abordados os Espaços Fúnebres da Cidade de Manaus. A pesquisa buscou compreender a importância dessa forma espacial, sua evolução ao longo do tempo, as consequências de uma possível escassez desses espaços fúnebres ou até mesmo sua finitude, bem como identificar soluções para otimização desses lugares para que isso não aconteça. O presente trabalho teve como metodologia, o levantamento bibliográfico assim como a pesquisa de campo. A delimitação da problemática tem como eixo os Espaços Fúnebres na Cidade de Manaus. Além disso, o estudo tem por objetivo geral analisar as transformações que os cemitérios sofreram ao longo do tempo e sua importância como forma espacial. Os métodos utilizados serão através da observação, utilização de dados e informações da Semulsp. Demonstra-se como os cemitérios foram ganhando formatos e percepções distintas no decorrer de sua evolução histórica, mas só foi a partir da idade média que houve a secularização deles e passaram a ser como conhecemos nos dias de hoje, como formas espaciais que carregam consigo memória e cultura que representam a história. Com a secularização ocorre a mudança dos locais de enterramentos, do interior das igrejas para os cemitérios extramuros e a céu aberto, evidenciando assim o processo de laicização e o enfraquecimento da igreja e da religião sobre as decisões na vida social. Com o crescimento dos centros urbanos, os cemitérios foram sendo incorporados às cidades pelo processo de urbanização e se tornaram um problema para os vivos, pois em muitas cidades não se tem a intenção de construir novos cemitérios, com isso surge uma problemática que seria a preocupação com a falta de espaços para enterrar os mortos e as consequências que isso traria para as sociedades. Essa preocupação não era tão aflorada, porém com o surgimento da Covid 19 várias cidades do país entraram em colapso funerário, onde a preocupação com a falta de espaços passou a ser um desafio à gestão urbana. Concluímos, portanto, mostrando que tal análise se torna imprescindível para o planejamento e gestão de uma cidade, por isso se torna necessário à criação de políticas públicas ou ações privadas, que possibilitem o estabelecimento de estratégias efetivas de combate à falta desses espaços fúnebres. A morte é um ato histórico, porém é um problema dos vivos, pois são os vivos que devem tomar medidas para que a cidade dos mortos não prejudique ou interfira na cidade dos vivos. |