O ensino de Climatologia na Geografia escolar do município de Tefé-AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Moreira, Alexsandra Vieira
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/3811641596769576, https://orcid.org/0000-0002-7097-2097
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9626
Resumo: A presente pesquisa teve como objetivo analisar conteúdos específicos e as metodologias integradas à prática docente. A investigação foi feita no recorte de ensino-aprendizagem da Climatologia para o ensino médio na cidade de Tefé/AM. A justificativa do estudo pautou-se nos desafios relacionados ao ensino dos conteúdos que abordam a Climatologia e a distância entre o que se é ensinado e a realidade vivida pelos alunos. Também as dificuldades que os profissionais encontram em construir esses conhecimentos para uma aprendizagem significativa. Na área de estudo no município de Tefé-AM, foram selecionadas escolas estaduais que atuam na modalidade do ensino médio. Ao todo foram investigadas seis escolas na zona urbana e duas na zona rural. As escolas rurais estão nas comunidades de: Missão e Distrito do Caiambé. As oito escolas estaduais fazem parte da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas – SEDUC. Em média, 15 profissionais, na área da Geografia, entre funcionários efetivos e contratados da referida instituição estiveram envolvidos. A investigação teve aporte teórico da Climatologia Geográfica; como os estudos de Monteiro (1971), Sant’Anna Neto (2008), Aleixo (2021), Monteiro (2021), entre outros e vinculadas ao ensino de Geografia; como as literaturas de Maia (2012), Paula (2009) e Steinke (2012). Os procedimentos metodológicos, primeiramente basearam-se na realização de Revisão Sistemática, utilizando bancos de dados científicos, como: os Periódicos da Capes, o Google Acadêmico e a Revista Brasileira de Climatologia. Essa investigação disponibilizou um resumo das evidências relacionadas a uma estratégia de intervenção específica; mediante a aplicação de métodos explícitos e sistematizados da busca, apreciação crítica e síntese da informação selecionada. Também foi possível evidenciar outras pesquisas realizadas a respeito da temática investigada. Posteriormente, foi empregada uma abordagem qualitativa por meio de entrevistas com os docentes da rede de ensino, utilizando o Google Formulários e também de modo presencial. Assim, foi possível tecer observações nas escolas e nas salas de aulas e identificar na prática a realidade das aulas de Geografia. Além disso, foram feitas análises dos recursos didáticos disponibilizados, bem como o parecer dos docentes sobre alguns ambientes da escola. Os laboratórios de informática e bibliotecas permitiram expor a realidade da ausência de manutenção adequada para funcionamento destes locais. Nas entrevistas evidenciou-se as principais lacunas entre a teoria e a prática em relação ao ensino e aprendizagem em Climatologia. Compreende-se que, em Tefé, grande parte do ensino de Geografia Escolar é desenvolvido de modo teórico. Os docentes, em maioria, possuem dificuldades em abordar e relacionar os temas da Climatologia ao cotidiano onde atividades práticas são menos presentes. Muitos profissionais precisam e solicitam formações complementares para melhorar suas metodologias de ensino. Além disso, evidenciou-se que muitas escolas sofrem com o desconforto térmico e isso interfere no aprendizado e na qualidade dos trabalhos docentes; mostrando a precariedade das escolas públicas no interior do estado e a falta de recursos didáticos específicos da Geografia local. Portanto, os resultados da pesquisa contribuíram para caracterizar o perfil e a prática dos docentes que atuam na rede estadual e no ensino médio e apresentar as principais dificuldades no ensino-aprendizagem da Climatologia quando integrada ao cotidiano amazônida em seus aspectos físicos, sociais e culturais.