Estudo Químico e investigação da atividade citotóxica de quinonas isoladas do extrato acetato de etila das raízes de Pleonotoma jasminifolia ((Bignoniaceae)
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Química |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10409 |
Resumo: | A família Bignoniaceae é reconhecida por produzir substâncias com propriedades terapêuticas e bioativas, como atividades antimicrobiana, anti-inflamatória e antioxidante. As espécies dessa família se destacam principalmente como fontes de quinonas, que atuam como marcadores taxonômicos. A ampliação de pesquisas por novas substâncias bioativas a partir de plantas da flora amazônica tem se intensificado, especialmente na investigação de metabólitos com potencial citotóxico. Desta forma, a presente pesquisa tem como objetivo realizar o estudo fitoquímico das raízes de Pleonotoma jasminifolia (Kunth) Miers e avaliar a citotoxicidade in vitro das substâncias isoladas. A raiz, após ser seca, foi submetida à extração por maceração com hexano, acetato de etila e metanol. O extrato de acetato de etila das raízes de P. jasminifolia foi submetido a ensaios cromatográficos, utilizando a ferramenta de molecular networking para o tratamento dos dados obtidos por Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de Massas (LC-MS/MS), com o objetivo de guiar o isolamento de substâncias inéditas. A elucidação estrutural das substâncias foi realizada por meio de técnicas espectroscópicas e espectrométricas. Neste trabalho com essa espécie botânica, foram isoladas duas substâncias inéditas que foram nomeadas de pleonotoquinona A (1) e pleonotoquinona B (2), além de duas antraquinonas conhecidas pertencentes à classe das quinonas: 7-hidroxi-8-metoxi-2-metil antraquinona (3) e 7,8-dimetoxi-2-metil antraquinona (4). Os compostos 1 e 2 demonstraram ser citotóxicos contra células de câncer de cólon humano HCT116, com CI50 de 2,6 e 4,3 μM, respectivamente. Adicionalmente, ambos os compostos apresentaram citotoxicidade contra células de câncer de fígado humano HepG2, com CI50 de 1,9 e 6,4 μM, respectivamente. Através dos resultados obtidos, foi possível comprovar que a espécie P. jasminifolia é uma fonte promissora de quinonas bioativas. |