A política pública de educação e o trabalho docente de professores/as do campo de Parintins/AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Soliana de Souza e
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/5305595510851855
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Educação
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
PNE
PME
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10560
Resumo: A política pública de educação no campo enfrenta desafios significativos quando analisada pela perspectiva marxista. As dificuldades incluem a falta de infraestrutura e recursos, refletindo desigualdades estruturais que limitam a prática docente. Professores/as precisam navegar entre a reprodução das condições sociais e a busca por uma educação emancipadora. Diante disso, esta pesquisa teve como objetivo geral investigar a política pública de educação do trabalho docente de professores/as do campo de Parintins/AM. E como objetivos específicos: 1 - Estudar os teóricos que discutem Políticas Públicas de Educação, Trabalho e Educação do Campo; 2 - Descrever a realidade educacional do Munícipio de Parintins/AM; 3 - Examinar a política do Trabalho Docente do Professor/a do Campo em Parintins. Para responder aos questionamentos e alcançar os objetivos traçados, teremos como percurso metodológico da pesquisa as revisões bibliográficas através dos estudos de Mourão (2015), Borges (2015, 2018, 2023) e documentos institucionais como a Lei n.º 9.394/96, Resoluções n.º 01/2021 e n.º 2/2008/ Plano Municipais de Educação de Parintins/Diretrizes da Educação Básica de Parintins/AM/e outros, adotando como método de análise, o dialético. Nos resultados, destacam-se carências estruturais e dificuldades intrínsecas ao contexto capitalista. Os/as professores/as enfrentam condições precárias de trabalho, marcadas pela falta de infraestrutura adequada nas escolas do campo, o que compromete tanto o ensino quanto o aprendizado. A ausência de formação continuada específica para o ensino contribui para a reprodução das desigualdades educacionais, perpetuando, assim, a marginalização do conhecimento e das práticas pedagógicas voltadas às realidades interioranas amazônicas. Além disso, a política pública vigente, muitas vezes, negligencia a valorização e o reconhecimento do trabalho docente no campo, não oferecendo incentivos salariais compatíveis com as exigências e responsabilidades da profissão, o que resulta em altos índices de desmotivação e de rotatividade entre os/as professores/as. Essas dificuldades são reflexo de uma estrutura socioeconômica que subordina a educação às demandas do mercado, relegando o desenvolvimento humano e social ao segundo plano.