História e memória da Comunidade Nossa Senhora de Fátima do Rio Negro
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10664 |
Resumo: | O ser humano sempre teve a necessidade de deixar registros de sua história de vida e fez isso quando desenhou em paredes de cavernas, no período paleolítico, há 40.000 a.C. Um homem sem registros é um homem sem história, sem identidade, sem memórias para as gerações futuras. O indivíduo que narra sua história, afirma e estabelece sua existência para seus descendentes, marca em si um ponto de referência quanto a sua época de vida. A presente pesquisa tem como objetivo geral, registrar a história e a memória da Comunidade Nossa Senhora de Fátima do Rio Negro, a partir das memórias dos moradores deste lugar através de entrevistas realizadas durante as visitas à comunidade além de: Inventariar estudos sobre a comunidade em foco e compreender a razão pelo qual os moradores desconhecem essas contribuições; Compreender, interpretar e registrar as narrativas que relatam a história e a memória da Comunidade e de seus processos de criação. É uma pesquisa de campo de cunho qualitativo e interdisciplinar. É qualitativa por buscar compreender aspectos subjetivos dos sujeitos tais como: visão, comportamentos, preferências, pensamentos entre outros. É interdisciplinar por permear pelo universo de várias disciplinas, a saber: a geografia, utilizada para localização, mapeamento, características físicas e sociais da população; a história, para entender e saber como a comunidade surgiu, quais foram os primeiros moradores; a ciência, por meio da ecologia, foi utilizada para demonstrar como ocorre a interação entre os indivíduos e o seu meio físico; a psicologia, em especial, a neurociência cognitiva para entender os processos da memória; a pedagogia, em relação ao processo de educação escolar; e a filosofia, quanto ao estudo do corpo relacionado ao trabalho. A pesquisa está norteada nos pressupostos teóricos de estudos e pesquisas de: Freitas, (2012); Lakatos (2017) Benchimol (2009); Ecléa Bosi (1994); Le Goff (1990); Paul Thompson (2006); Wagley (1959); Noberth Elias e Eric Dunning (1939,1984, 1986); Souza (2021), Santana (2015); Matos (2015); Davidoff (2001); e outros. . Através desta pesquisa foi possível perceber que a comunidade tem perdido as configurações, adquirindo características de bairro. O ajuri, mais conhecido como mutirão não acontece mais; as trocas que havia sobre os alimentos é algo que também pouco vimos, antes, um morador ao matar uma caça ou pegar peixes, por exemplo, ao chegar, dividia a carne ou o peixe com o seu vizinho, agora essas coisas são vendidas; os moradores mais velhos estão saindo da comunidade e adentrado os vicinais em busca de sossego, silêncio e uma forma de viver como se vivia no início da comunidade; foi percebido ainda que os registros da história da comunidade estavam nas fotografias, nas casas, nas falas, nos documentos e na memória dos mais velhos. |