Determinação de Hidrocarbonetos Alifáticos e Aromáticos na Matéria Orgânica Sedimentar do Rio Amazonas e de Igarapés que Entrecortam Parintins (AM).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Nunes, Andreza Pinheiro
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/9878863621927479
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Química
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10411
Resumo: As queimadas na Amazônia estão intimamente ligadas ao desflorestamento que impacta negativamente a biodiversidade e o clima. Além disso, o material particulado gerado durante a queima da vegetação contém uma série de compostos nocivos à saúde humana, como os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs). Tais compostos também são gerados durante a queima de combustíveis fósseis e/ou uso de produtos derivados de petróleo. Nesse contexto, este projeto visa avaliar a composição química da matéria orgânica (MO) sedimentar de corpos aquáticos do município de Parintins (AM) a fim de investigar a contribuição de fontes pirogênicas e pirolíticas. Para isso, foram coletadas vinte e quatro amostras de sedimentos superficiais distribuídas nos seguintes corpos aquáticos: Rio Amazonas, Lagoa da Francesa, Lago Macurany, Lagoa Azul, Lago do Areal, Lago Parananema e Lago do Aninga. A partir da liofilização do sedimento, extração da MO e fracionamento em coluna aberta, obteve-se frações individuais contendo hidrocarbonetos alifáticos (n-alcanos e hopanos) ou HPAs. Tais compostos foram determinados quantitativamente por cromatografia a gás acoplada à espectrometria de massas usando o método de monitoramento seletivo de íons. A quantificação dos n-alcanos e HPAs foi realizada pelo método de padronização interna usando homólogos deuterados. Uma série de n-alcanos de n-C17 a n-C37 foi identificada, sendo os perfis de distribuição indicativos de diferentes fontes de MO, incluindo plantas aquáticas e terrestres. As concentrações de n-alcanos totais foram similares para as amostras de sedimentos dos corpos aquáticos que entrecortam Parintins (2,11 a 11,07 µg g-1) e do Rio Amazonas (3,37 a 9,64 µg g-1). Os valores de razões diagnósticas indicam predomínio de n-alcanos biogênicos provenientes de vegetação terrestre, porém os valores foram baixos para uma área circundada por floresta, sugerindo uma importante contribuição de MO proveniente de produtos fósseis e de combustão e/ou da ciclagem por microorganismo. A presença de hopanos com predomínio da configuração mais termodinamicamente estável 17α(H),21β(H) e 22S confirma o aporte de MO de origem fóssil nos ambientes estudados. De modo geral, as concentrações de HPAs totais foram maiores nas amostras dos corpos aquáticos que entrecortam Parintins (4,37 a 1312,25 ng g- 1) em relação àquelas do Rio Amazonas (30,40 e 425,17 ng g- 1). A predominância de HPAs com quatro e cinco anéis aliada às razões diagnósticas indicam forte contribuição de MO proveniente da queima de biomassa vegetal e de produtos fósseis. Palavras-chave: n-Alcanos, Hopanos, HPAs, Queimadas, Amazônia.