Produção do guaraná (Paullinia Cupana): monopolização do território pelo capital no município de Barreirinha/AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Souza, Sanae Ferreira de
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/9214474152342969
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8989
Resumo: O presente trabalho analisa sobre o processo da produção do guaraná e a monopolização do território pelos agentes monopolizadores, localizados na cidade de Parintins/AM, em uma perspectiva comercial. O conhecimento que se tem sobre o guaraná na Amazônia é desde o século XVII, e os principais conhecedores da planta são os indígenas Sateré- Mawé, que já possuíam relações comerciais, porém a partir do século XIX e XX, essas relações se tornaram mais evidentes, os próprios indígenas começaram a estabelecer políticas para a comercialização do guaraná. Compreender a Monopolização sob os aspectos (sociais, econômicos e políticos), para isto foi necessário pesquisa de campo no ano de 2019, 2020 e 2021; reunião com os camponeses; formulário semiestruturado; câmeras fotográficas, caderno para anotação; tabelas para comparações de dados; entrevistas com atravessadores, instituições representantes do Consórcio Sateré- Mawé e leituras bibliográficas. A produção do guaraná tem uma potencialidade para indústria de cosméticos, Consórcio, Associações, Atravessadores e Empresa estão envolvidos no processo de comercialização do guaraná, o camponês é o principal fornecedor dessa matéria prima, pois usam os produtos oriundos da biodiversidade, visto que, a ligação que os camponeses estabelecem com o espaço geográfico é para sua sobrevivência, sendo que sua produção serve em primeiro lugar para suprir suas necessidades materiais e simbólicas. A escolha da localização produtiva é importante na organização do território e também no seu uso, a produção do guaraná tem uma forte influência no modo de vida dos camponeses e principalmente para a empresa francesa Guaiampy Tropical, Ong italiana, Comerzio para il Terceiro Mund, e Beraca.