Avaliação ultrassonográfica da bainha do nervo óptico como preditor de gravidade e complicações em pacientes submetidos a procedimento cirúrgico de exérese tumor cerebral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Santos Júnior, Alcimar Lavareda dos
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/6953249408060598
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9844
Resumo: Introdução: Os tumores cerebrais determinam alto índice de morbidade e mortalidade, principalmente nos casos onde há hipertensão intracraniana (HIC) prévia ao procedimento cirúrgico. A ultrassonografia transorbital com medição de diâmetro da bainha do nervo óptico (UBNO) é uma ferramenta diagnóstica não invasiva facilmente viável, que serve como avaliação indireta da HIC. Nesse contexto, iremos avaliar a associação entre o grau da distensão da bainha do nervo óptico e o prognóstico funcional em pacientes com submetidos ao tratamento cirúrgico para exérese de tumores cerebrais. Métodos: Este estudo é uma coorte prospectiva, que avaliou a ultrassonografia da bainha do nervo óptico (UBNO) em pacientes com diagnóstico de tumor cerebral submetidos a cirurgia. A UBNO foi feita no pré, no pós-operatório imediato e em 3 meses. O desfecho primário foi a avaliação pelo escore de Karnofski (KPS) em 3 meses. Resultados: Foram avaliados 31 pacientes, com média de idade 50 anos. A ECGl (Escalda de Coma de Glasgow) menor que 14 encaixou-se quase perfeitamente com o desfecho, assim como o KPS pré-operatório menor que 70. O valor do UBNO pré-operatório maior que 6,1 mm também teve predição com o desfecho desfavorável em 3 meses quase que perfeita (p<0.0001). A curva ROC do UBNO préoperatório foi de 0,96 (IC95% 0,89-1, p=0,0002). Houve significante redução da medida da BNO no pós-operatório (p=0,001). Conclusão: A medida pré-operatória da UBNO parece estar associada com o desfecho funcional e mortalidade em 3 meses em pacientes submetidos a ressecção de tumor cerebral. No presente estudo, o ponto de corte da medida da UBNO pré-operatória para prognóstico favorável ou desfavorável foi de 6,1 mm.