Concepções de masculinidade e violência por parceiro íntimo praticada: um estudo com homens do Amazonas
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Psicologia Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Psicologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9923 |
Resumo: | A construção das masculinidades ocorre a partir de scripts de gênero que são determinados previamente ao nascimento dos sujeitos, aos quais eles buscarão se adaptar. A esses padrões refere-se o conceito de masculinidade hegemônica. Assim, é possível vislumbrar problemas quando se percebe que os homens se encontram no cerne de diversas estatísticas referentes à violência, por exemplo, liderando números de homicídios e protagonizando índices alarmantes de violência por parceiro íntimo praticada. Levando isso em consideração foi desenvolvida essa pesquisa, que consistiu de dois estudos, com o objetivo geral de analisar concepções de masculinidade de homens do Brasil e do Amazonas e suas relações com violências por parceiro íntimo praticadas. O primeiro estudo foi uma revisão integrativa de literatura brasileira, visando investigar relações entre as masculinidades e violências em nosso país. Foram analisados 17 artigos que indicaram seis categorias analíticas: 1) Relatos de homens autores de violência; 2) Sentidos de gênero e violência entre adolescentes; 3) Suicídio e masculinidades; 4) Perspectivas de profissionais sobre fatores relacionados à violência e sofrimento dos homens; 5) Caracterização da violência; 6) Construções de gênero entre casais com histórico de violência e idosos asilados. Concluiu-se que construções tradicionais de masculinidade, calcadas em ideais como virilidade e valentia foram citadas por homens em contextos de violência, o que denota que essas concepções podem influenciar na ocorrência de violências contra outros e contra si próprios. O segundo estudo teve como objetivo analisar correlações entre concepções da masculinidade hegemônica e violências por parceiro íntimo praticadas por homens do Amazonas. Teve delineamento quantitativo, do tipo descritivo, exploratório e correlacional. Foram utilizados dois instrumentos: a Escala de Concepções da Masculinidade, que visou aferir a adesão a concepções de masculinidade e a Revised Conflict Tactics Scales 2, que investigou violências por parceiro íntimo praticadas e sofridas pela amostra. Participaram 218 homens, com idades entre 18 e 59 anos (M = 27.9). Os resultados não apontaram correlação estatisticamente significativa entre as concepções de masculinidade e VPI praticadas por homens nessa amostra. Observaram-se, entretanto, correlações significativas entre fatores da masculinidade, além de correlações entre VPI praticadas e sofridas. Conclui-se que há uma tendência à adoção de um conjunto de concepções sobre as masculinidades por parte de homens, bem como que a VPI ocorre, na maior parte das vezes, com sobreposição dos tipos de violência, sendo a agressão psicológica mais frequente, seguida da violência física e coerção sexual. Em conjunto, esses trabalhos reforçam a necessidade de aprofundar o estudo das relações entre masculinidades e violências, buscando minimizar o impacto desse problema. |