#DIFERENÇA: pensando com imagens compartilhadas dentrofora da escola

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Medeiros, Cristiano Sant anna de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/10419
Resumo: Esta tese origina-se da nossa pesquisa de doutoramento no PROPED/UERJ. Partindo das premissas dos estudos nos/dos/com os cotidianos, teve como objetivo pensar com imagens compartilhadas por estudantes do terceiro ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual Abdias Nascimento, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense/RJ, as noções de diferença tecidas com essa prática em suas articulações com as narrativas que engendraram. As imagens em questão foram compartilhadas na rede social da internet Facebook, em sete páginas correspondentes a sete grupos criados para este fim, denominados #Diferença G1 a G7 e que operaram como dispositivo de pesquisa-intervenção, situando-se em um contexto que enunciamos como sociedade do compartilhamento . Buscamos pensar com fragmentos das redes de significações tecidas no momento em que eram compostas, problematizando conceitos, representações, dogmas e rupturas em relação a perspectivas tradicionais e hegemônicas da noção de diferença. As imagens, acompanhadas de suas narrativas/análises, nos deram pistas para pensar nos múltiplos atravessamentos e bricolagens entre imagens e ideias de diferença que são criadas e circulam nas múltiplas redes educativas. Observamos que as imagens postadas tinham, em sua maioria, um endereçamento próprio, seja para falar de racismo, homofobia, desigualdade social e intolerância religiosa, dentre outras. Ressaltamos que, quer seja na escola, na própria sala de aula ou nas redes sociais da internet, os espaçostempos criados com a pesquisa operaram como espaçostempos de discussão, de problematização e de provocação. Defendemos que essa discussão produziu questões, provocou estranhezas e abalou certezas, abrindo espaço para a dúvida a fim de que cada um pudesse reorganizar-se. Nos encontros com os estudantes em pesquisa, acreditamos que se forjaram processos de subjetivação e novas possibilidades para a ação e a conexão com o mundo e o outro