Avaliação da capacidade de espécies fúngicas para o tratamento de efluente sintético contaminado por zinco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Rocha, Jennifer Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Biológicas e Saúde
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20662
Resumo: O acúmulo de metais pesados pode gerar diversos prejuízos ao meio ambiente. Em corpos hídricos, eles podem afetar os lençóis freáticos, contaminar animais e vegetais que dependem direta ou indiretamente desses corpos d’água atingidos e, por fim, comprometer a saúde pública através de consumo direto ou indireto. A região da Baía de Sepetiba é um exemplo de corpo hídrico altamente contaminado por metais pesados, visto que seu entorno abriga muitas indústrias que lançam resíduos e efluentes sem tratamento ou com tratamento precário. O setor metalúrgico é responsável pela liberação de 88% desses metais tóxicos na região e dentre os mais predominantes está o zinco. Os resquícios dessa forma de poluição são difíceis de serem tratados e os métodos convencionais não são o bastante para que a remediação dos metais seja realizada de modo aceitável, isto é, dentro dos parâmetros impostos pelo CONAMA. É por esse motivo que há uma busca por novos tratamentos, a fim de que eles complementem ou substituam os convencionais. Dado isto, o presente trabalho aborda a aplicação da biorremediação, método de remediação utilizando microrganismos, como tratamento complementar ou substitutivo. Para a vigente pesquisa foram utilizados fungos filamentosos para remoção do zinco. Então, foram avaliados dois gêneros fúngicos quanto à sua capacidade de atuação como bons agentes de remoção de zinco de efluentes sintéticos. As estirpes que compõem esses gêneros são: Penicillium purpurogenum IOC 3918, utilizando-se apenas uma linhagem, e Aspergillus versicolor, com duas linhagens, IOC 4266 e IOC 4271. Em pesquisa anterior a essa foi determinada a escolha das espécies fúngicas e o meio mineral. No vigente trabalho, foram realizados testes para a escolha da fonte de carbono responsável pelo crescimento fúngico, dentre elas: maltose, xilose e galactose. Foi também avaliado o peso seco de cada um dos fungos para se obter o valor “Q”, apontando o melhor agente de remoção de zinco. Esse valor representa a massa de biomassa fúngica (em gramas) necessária para remover o metal em questão (em miligramas). Como resultado, o Penicillium purpurogenum IOC 3918 teve seu melhor desempenho com a biomassa inativa, utilizando maltose, visto que apresentou um valor Q equivalente a 263,65 mg/g, sendo o maior valor removido na presente pesquisa. O Aspergillus versicolor IOC 4266 atingiu o valor Q correspondente a 228,11 mg/g utilizando maltose e biomassa inativa. O Aspergillus versicolor IOC 4271 apresentou o valor de 216,07 mg/g fazendo uso da xilose com a biomassa inativa. Logo, a biomassa inativa mostrou-se mais eficaz e o Penicillium purpurogenum IOC 3918, a cepa com maior potencial remediador de zinco. Em termos de porcentagem de remoção, as três cepas apresentaram excelentes médias, estando elas acima de 97%, tanto fazendo o uso da biomassa ativa quanto da inativa.