Exploração das possibilidades e limites do uso do geoprocessamento na gestão do SUS
Ano de defesa: | 2010 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4423 |
Resumo: | A heterogeneidade é inerente as metrópoles cujos territórios são fragmentados por diversas desigualdades socioespaciais. No caso do Rio de Janeiro, as singularidades históricas da formação social e urbana da Cidade desencadearam um modelo de segregação socioespacial onde há forte proximidade territorial entre as favelas e os bairros que formam as áreas superiores da cidade, fracassando, assim, a estratificação socioespacial do tipo centro-periferia. Para a identificação dos múltiplos territórios intraurbanos, objetos do planejamento em saúde, fica clara a crescente necessidade de produção, organização e atualização de informações mais detalhadas e desagregadas espacialmente. Esta dissertação explora as potencialidades da tecnologia de geoprocessamento na delimitação de espaços-população prioritários de atuação de políticas públicas em saúde na Cidade, a partir da espacialização de indicadores socioeconômicos e de saúde na menor unidade de análise geográfica. O estudo possibilitou verificar que a tecnologia espacial de análise de dados foi efetiva na identificação de desigualdades socioterritoriais, o que permite a gestão reagregar unidades espaciais mais homogêneas e reconstruir suas áreas de planejamento em saúde. Com relação à espacialização de dados de saúde, a tecnologia esbarrou em problemas quanto à qualidade dos dados de endereço coletados no sistema de informação hospitalar e na ausência de atualização de dados cartográficos digitais. A tecnologia de geoprocessamento, na área da saúde, apesar da disponibilidade de bases de dados, de programas livres disponíveis e da existência de pessoal capacitado, vem apresentando sua utilização limitada pelos problemas verificados. Recomendam-se esforços de investimentos na padronização da entrada de endereços nos sistemas de informação em saúde, na atualização do cadastro de endereços do município e no desenvolvimento tecnológico dos programas de georreferenciamento para relacionar as bases de dados, levando em consideração possíveis diferenças de grafia de ruas |