Associação de indicadores da função da membrana celular com o volume de massa tumoral de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Castanho, Ivany Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8641
Resumo: O Ângulo de fase (AF), determinado pela bioimpedância (BIA), detecta mudanças em propriedades elétricas dos tecidos se tornando um indicador de prognóstico em diversas doenças crônicas incluindo o câncer de pulmão. Estudos anteriores têm demonstrado associação do AF com a integridade da função da membrana celular. O presente estudo objetivou verificar a possível associação do AF e da razão entre massa extracelular e massa celular corporal (MEC/MCC) com o volume da massa tumoral (VMT) e sobrevida de homens portadores de neoplasia pulmonar do tipo não pequenas células (NPC), comparando este grupo de pacientes com um grupo controle de fumantes ativos sem câncer. Foram avaliados indivíduos do sexo masculino com diagnóstico histopatológico de câncer do pulmão NPC sem tratamento prévio de quimioterapia, radioterapia ou cirurgia (G1=30) e fumantes ativos sem sinais de doença (G2, n=30). A determinação volumétrica da massa tumoral dos pacientes foi através do software Bebúi (Sistema de Análise de Nódulos Pulmonares) e segmentação feita mediante processo semi-automático com o uso de algoritmo de crescimento por região e agregação de voxels. A análise por BIA foi realizada através do aparelho Biodynamics modelo 450. A idade média do G1 foi 65,6±9,3 anos e G2, 61,5±8,5 anos. Para a avaliação da capacidade funcional dos pacientes utilizou-se a escala de desempenho Karnofsky Performance Status Scale (KPS). Não houve diferença significativa entre as médias das medidas antropométricas nos dois grupos. No entanto, o AF em média no G1 foi menor em 0,43° (p < 0,05) com a média da razão MEC/MCC maior (1,28±0,14 p < 0,02) em relação ao G2. Os resultados entre as associações dos indicadores da função celular com o volume de doença foram: AF e VMT (r= - 0,545; p < 0,02);MEC:MCC e o VMT (r= 0,594; p<0,01), AF e KPS (r= 0,44 p= 0,015 ). Foi observada maior sobrevida para os pacientes com o KPS >70% (p < 0,02); AF &#8805; 5,65° (p < 0,04); razão MEC/MCC<1,22 (p< 0,01) e VMT &#8804; 163 ml (p< 0,04). No G2 o AF associou-se com a carga tabágica (r= - 0,54; p < 0,03), apontando possivelmente para as alterações da função celular causadas pela nicotina em fumantes ativos com carga tabágica alta. Nossos resultados, avaliados em conjunto mostram que o AF e a razão MEC/MCC devem ser empregados para avaliar a integridade da função da membrana celular em pacientes com câncer de pulmão NPC no período que antecede o tratamento e que a carga tabágica deve ser considerada como variável importante na avaliação do AF em estudos com indivíduos com ausência de doença.