Trabalho em terapia intensiva: avaliação dos riscos para a saúde do enfermeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Campos, Juliana Faria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/11324
Resumo: Estudo cujo objetivo foi mensurar e avaliar os riscos de adoecimento relacionados ao trabalho do enfermeiro de UTI a partir do Inventário sobre Trabalho e Riscos de Adoecimento (ITRA). Pesquisa quantitativa realizada com 44 enfermeiros atuantes em Unidade de Terapia Intensiva de um hospital particular da cidade do Rio de Janeiro. Para a coleta de dados foram aplicados um questionário sócio demográfico e o ITRA, composto por 4 escalas do tipo Likert. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e inferencial. A consistência interna do instrumento foi medida através do Alpha de Cronbach. A discussão dos dados teve como base os referenciais da psicodinâmica do trabalho. Com a Escala de Avaliação do Contexto de Trabalho (EACT) verificou-se uma avaliação grave para o fator Organização do trabalho, moderada para o fator Relações profissionais obteve e satisfatória para Condições de trabalho. Para a Escala de Custo Humano no trabalho (ECHT) observaram-se apreciações graves para os fatores Custo cognitivo e físico, no entanto, o fator Custo emocional contribuiu moderadamente para o adoecimento profissional. Os fatores que analisam o prazer da Escala de indicadores de prazer e sofrimento no trabalho (EIPST), Liberdade de expressão e Realização profissional, foram avaliados de modo satisfatório e moderado, respectivamente. Já aqueles que avaliaram o sofrimento, Esgotamento profissional e Falta de reconhecimento, obtiveram apreciação moderada e satisfatória, respectivamente. Na última escala, EDRT (escala de Danos relacionados ao trabalho), todos os fatores obtiveram avaliação moderada, ainda assim indicando risco de adoecimento profissional. Verificou-se com esta primeira aplicação, que o ITRA é um instrumento internamente consistente para a população estudada. Este estudo contribui para uma melhor compreensão da subjetividade impressa no trabalho de enfermagem que nos remete à urgência de elaboração de medidas de segurança e saúde no trabalho que contemplem não somente as questões físicas e ergonômicas.