Avaliação do estado nutricional e da massa óssea em crianças com anemia falciforme

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Mataratzis, Pilar Silva Raphael
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Nutrição
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7315
Resumo: A anemia falciforme (AF) é a doença hereditária mais comum no mundo e no Brasil e se caracteriza pela presença da hemoglobina S em homozigose. A hemólise crônica e a vaso- oclusão, comuns no curso da doença, provavelmente colaboram para o comprometimento do estado nutricional, que cursam, concomitantemente, com a alteração da composição corporal e com o atraso na idade óssea (IO) observados nas crianças com a doença. O presente estudo teve por objetivo comparar o estado nutricional e a massa óssea de crianças de 2 a 5 anos de idade com AF com as crianças sem a doença (controle). 52 crianças com AF e 47 controles foram avaliadas quanto ao seu estado nutricional pelos escores-z dos indicadores índice de massa corporal para idade (IMC/I), peso para idade (P/I), estatura para idade (E/I) e peso para estatura (P/E) e pelas adequações de circunferência do braço (CB), dobra cutânea tricipital (DCT) e circunferência muscular do braço (CMB). Foram realizados exames de análise laboratoriais de hemoglobina, hematócrito, contagem de reticulócitos, lactato desidrogenase (LDH), velocidade de hemossedimentação (VHS), ferro e transferrina. A avaliação da IO e da massa óssea foram realizadas pela radiografia de mão e punho esquerdo e por absorciometria por dupla emissão de raios X (DXA), respectivamente. Dentre as crianças com AF avaliadas, de acordo com o indicador IMC/I, a prevalência de excesso de peso (7,69% em risco de sobrepeso e 3,85% com sobrepeso) foi superior a prevalência de desnutrição (1,92%). Houve uma grande parcela de crianças com déficit estatural (13,46%) que foi mais predominante do que o déficit de peso (3,85%) no grupo com AF. A avaliação da composição corporal pelo DXA revelou que a massa total, a gordura total e o percentual de gordura total foram significativamente maiores no grupo controle do que no grupo com AF (p < 0,001). A IO relativa foi significativamente maior (p <0,01) nas crianças com AF (-8,9 ± 9,9 meses; -0,74 ± 0,83 anos) em comparação com as do grupo controle (-2,4 ± 8,5 meses; -0,2 ± 0,71 anos). A IO relativa foi positivamente associada ao hematócrito e à hemoglobina (p<0,01) e negativamente associada à contagem de reticulócitos (p=0,037), de leucócitos (p=0,002) e de LDH (p=0,002). As crianças com AF apresentaram-se predominantemente com eutrofia segundo IMC/idade, mas as análises dos compartimentos corporais revelaram diminuição significante de massa gorda e óssea, bem como elevado percentual de déficit estatural, mostrando um déficit crônico. O acompanhamento nutricional das crianças com AF precisa ser iniciado o mais precoce possível, a fim de se evitar o comprometimento do estado nutricional