Primazia, querela, significante e objeto a: um percurso na psicanálise sobre o falo
Ano de defesa: | 2011 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Psicologia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Psicanálise |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14688 |
Resumo: | A temática desta dissertação versa sobre a noção de falo na psicanálise, tendo em vista que construções a seu respeito ao longo da história psicanalítica não são unânimes e lineares. Sendo um conceito fundamental presente na obra freudiana no que se refere à hipótese da primazia fálica na estruturação sexual de ambos os sexos, não podemos afirmar que semelhante valor lhe foi atribuído pelos pós-freudianos Melanie Klein, Ernest Jones, Hélène Deutsch e Karen Horney. Tais psicanalistas promoveram o deslocamento da referência fálica na teoria freudiana, dando inicio ao que Lacan denominou de querela do falo . Por eles, o falo foi equiparado ao pênis, evocado em sua dimensão real e/ou imaginária e, com isso, descaracterizado em seu valor simbólico aspecto mais relevante. Com Lacan, o falo passa a ser esclarecido em sua função, ou seja, o falo é um significante e todo desejo, seja do homem ou da mulher, possui referência fálica. Entretanto, assistimos, ao longo do ensino lacaniano, deslocamentos e nuances nas elaborações a respeito do falo, entre os quais podemos citar: a articulação com o objeto a, seguido de sua identificação ao semblante e culminando na lógica do todo e não-todo fálico. Constata-se, contudo, que estas formulações não são pensamentos contraditórios ou descontínuos, mas apresentam intrínseca relação com o desenvolvimento das construções a respeito do real, que não revoga as contribuições anteriores, mas que redimensiona o aparato teórico-clínico de Lacan |