O ofício de dirigir ônibus na cidade do Rio de Janeiro: uma aproximação na perspectiva da atividade
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14975 |
Resumo: | O tema do transporte urbano vem ganhando destaque, notadamente após as grandes manifestações de 2013, cuja reivindicação inicial foi a melhoria da mobilidade urbana nas grandes metrópoles brasileiras. As questões dessa temática, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, dentre outros aspectos, giram em torno dos investimentos para melhorar a circulação das pessoas, sobretudo devido aos grandes eventos internacionais sediados na cidade, e em razão da significativa participação do transporte rodoviário nos deslocamentos pela cidade carioca. Por outro lado, no que se refere aos motoristas de ônibus, não encontramos referências específicas sobre qualidade de vida no trabalho desta categoria profissional nos documentos oficiais da cidade. Assim, realizamos um olhar à lupa sobre o ofício de dirigir ônibus à luz da Ergologia e da Clínica da Atividade. Empreendemos uma aproximação a esse ofício, primeiramente, mediante a elaboração de uma revisão de literatura de publicações de 2000 a 2015, bem como apresentamos breve histórico desse serviço na cidade, chegando às configurações mais recentes de sua estrutura e organização. Realizamos, inclusive, entrevistas presenciais com motoristas de ônibus, mas apenas um deles participou de todo o processo metodológico inspirado na autoconfrontação cruzada desenvolvida pela Clínica da Atividade. Buscamos conhecer o ofício de dirigir ônibus na cidade do Rio de Janeiro, desde o ponto de vista da atividade, suscitando reflexões sobre condições e organização do trabalho, notadamente, no caso do motorista entrevistado, e identificando aspectos pessoais do ofício mobilizados pelo profissional no trabalho. Os dados obtidos revelaram estar o motorista submetido a uma gestão baseada em modelos neoliberais tanto pela empresa quanto pelo poder público municipal. Tal modelo de gerenciamento das atividades profissionais sobrecarrega esses trabalhadores, expondo-os, segundo nossa observação, a muita pressão e condições de trabalho bastante precárias. De acordo com o entrevistado, a conjuntura e a organização do trabalho interferem negativamente nas condições de vida e saúde, conclusão também verificada na revisão de literatura sobre os motoristas de ônibus. A partir das precariedades observadas, para realizar sua atividade o profissional lança mão de estratagemas individuais, haja vista seu coletivo de trabalho bastante enfraquecido, sobretudo pelas estratégias de gerenciamento adotadas pela empresa de ônibus. Diante disso, sugerimos alguns aspectos para estudos futuros, no sentido de promoverem melhoria na qualidade de vida desses profissionais e, por consequência, um salto de qualidade no serviço prestado |