Originalidade e inovação na filosofia das ciências contemporânea: ainda faz sentido tratá-las como termos distintos?
Ano de defesa: | 2015 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12272 |
Resumo: | O objetivo deste trabalho é analisar as implicações provocadas pela cultura inovacionista sobre o valor epistêmico originalidade. Parte-se da hipótese de que esse valor, determinante para a criação de novos modos de percepção da natureza e para a ampliação do conhecimento das sociedades capitalistas contemporâneas, tem adquirido um novo sentido dentro da epistemologia da ciência. Verifica-se que, à medida que se amplia a importância dada à necessidade de obter da ciência resultados inovadores que sirvam a aplicações pragmáticas, com agências públicas e privadas interferindo diretamente na elaboração da agenda científica, originalidade passa a ter um sentido diferente daquele que possibilita à ciência gerar conhecimentos que não se restringem ao atendimento de necessidades práticas para a vida humana.Analisar-se-á originalidade em um ambiente cultural cuja inovação é considerada fundamental para o desenvolvimento econômico e social destacando as implicações epistêmicas desse evidente emaranhamento conceitual, axiológico e prático a partir das evidências de que a ciência é parte de uma estrutura institucional que, ao tencionar a maximização dos investimentos cognitivos e econômicos, delimita o escopo de programas e pesquisas. A investigação realizará uma análise daoriginalidade e da inovação situadas dentro do atual contexto institucional e de profusão global dos Sistemas Nacionais de Inovação, com base nas teorias econômicas de Schumpeter e dos economistas neoschumpeterianos, em trabalhos de história, sociologia e filosofia da ciência, em publicações de divulgação dos resultados de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, na análise de documentos que têm servido de referência para a maioria dos países que estruturam alguma política de Ciência, Tecnologia e Inovação. Esses documentos expressam justificativas, estratégias coordenadas e diretrizes vinculadas aos investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação de agências governamentais dos Estados Unidos da América, da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico e da União Europeia. |