Efeito do extrato de Euterpe oleracea Mart. (Açaí) e do exercício físico sobre as alterações vasculares e de memória ocasionadas pelo envelhecimento
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Biociências |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19550 |
Resumo: | O envelhecimento populacional tem aumentado ao redor do planeta. No Brasil, cerca de 70% dos idosos possuem alguma doença crônica. Diante desse quadro o tratamento das doenças crônicas na terceira idade torna-se um grande desafio para a saúde pública. Adaptações no estilo de vida que envolvam estratégias nutricionais e atividade física regular e moderada exercem um efeito protetor sobre doenças ocasionadas pelo envelhecimento. O extrato hidroalcoólico do caroço do açaí (ASE), rico em polifenóis, possui propriedades vasodilatadoras e antioxidantes. Portanto, o objetivo do presente estudo é avaliar o efeito do tratamento com ASE (200mg/kg) e do exercício físico na função vascular, no desempenho físico, na memória e no aprendizado de animais idosos. Ratos wistar machos foram divididos em 5 grupos: Jovem (3 meses), Idoso (18 meses), Idoso+ASE (18 meses + ASE), Idoso+Treino (18 meses + treinamento físico) e Idoso+Treino+ASE (18 meses + treinamento físico+ ASE). O teste de esforço máximo (TEM) foi desenvolvido de acordo com Matsuura et al. 2010. Foram avaliados os níveis de glicemia e lactato no plasma ao final de cada teste. O treinamento físico crônico foi realizado em esteira rolante (30 min/dia; 5 dias/semana) durante 4 semanas com intensidade de 60% da velocidade máxima atingida no TEM. A pressão arterial foi aferida uma vez por semana por pletismografia de cauda. Ao final do período experimental foi realizado o teste de esquiva passiva inibitória para avaliar a memória de curto e longo prazo. Após a eutanásia, realizamos a reatividade vascular em leito arterial mesentérico (LAM) e anel de aorta, bem como avaliamos, a expressão de proteínas responsáveis pela produção de óxido nítrico em aorta e LAM, de proteínas da biogênese mitocondrial no músculo soleus, e de proteínas responsáveis pela neuroplasticidade no hipocampo. A atividade enzimática e o dano oxidativo também foram avaliados. A distância(m) e o tempo(s) final foram maiores (p≤0.05) no grupo Idoso+Treino+ASE comparados ao grupo Idoso+Treino. O peso (g) dos animais jovens foi menor que dos Idosos durante o período experimental. Os níveis de lactato (mmol/L) e de glicemia finais não diferiram entre os grupos. Os animais do grupo Jovem apresentaram uma redução(p≤0.05) da resposta vasoconstritora e aumento(p≤0.05) da resposta vasodilatadora em relação ao grupo Idoso tanto em LAM como em aorta. Os grupos Idoso+Treino e Idoso+ASE apresentaram aumento (p≤0.05) na resposta vasodilatadora em aorta e redução(p≤0.05) da resposta vasoconstritora comparados ao grupo Idoso, além de reduzirem (p≤0.05) a pressão arterial e o dano oxidativo na aorta e no hipocampo. A associação do exercício físico com o ASE também aumentou (p≤0.05) a vasodilatação em LAM em relação ao grupo Idoso e não só reduziu (p≤0,05) a pressão arterial como também reverteu a perda (p≤0.05) de desempenho na memória aversiva de longo prazo ocasionada pelo envelhecimento. O sinergismo entre o ASE e exercício também aumentou a defesa antioxidante (p<0,05) e a expressão das proteínas da biogênese mitocondrial no músculo esquelético. Com base nesses resultados demonstramos uma positiva interação da atividade física aeróbica com o ASE sobre o processo de envelhecimento ao melhorar a pressão arterial, a função vascular, o estado oxidativo, regulando positivamente as proteínas-chave da biogênese mitocondrial no músculo esquelético, o que deve contribuir para a tolerância ao exercício no envelhecimento. Também observamos o efeito benéfico da associação do extrato com o exercício físico sobre o declínio cognitivo, possivelmente devido a ação vasodilatadora e antioxidantes do extrato. |