Identificação de possíveis quimiotipos de Piper aduncum L. e Piper mollicomum Kunth (Piperaceae) com base no estudo dos componentes químicos de óleos essenciais
Ano de defesa: | 2018 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17559 |
Resumo: | Piper aduncum L. e P. mollicomum Kunth são espécies nativas do Brasil e morfologicamente muito similares. Como a maioria das Piperaceae, são reconhecidas pelos seus fortes aromas. O estudo da composição química de óleos essenciais dessas duas espécies é imprescindível para a diferenciação botânica, entendimento das variações das substâncias químicas e determinação de possíveis quimiotipos. Assim, esse trabalho tem como objetivo estudar a composição química de óleos essenciais das folhas de P. aduncum e de P. mollicomum coletadas em campo e cultivadas em casa de vegetação, obtidas de três acessos no Estado do Rio de Janeiro (Niterói, Rio de Janeiro e Teresópolis). As espécies foram coletadas, identificadas, cultivadas e seus óleos essenciais (OE) foram obtidos por hidrodestilação em aparelho de Clevenger modificado. As substâncias químicas dos OE foram identificadas e quantificadas por técnicas de cromatografia com fase gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM) e por cromatografia com fase gasosa acoplada a detector por ionização por chama (CG-DIC), respectivamente. As análises dos OE permitiram a diferenciação para determinação de possíveis quimiotipos por análises estatísticas. Para os acessos de P. aduncum de Teresópolis registrou-se sesquiterpenos como substâncias majoritárias, podendo identificar, junto ao dados da literatura, a presença de dez possíveis quimiotipos (1: dilapiol; 2: safrol e asariscina; 3: apiol; 4: 1,8-cineol; 5: E-nerolidol; 6: β-selineno; 7: piperitona; 8: asaricina e miristicina; 9: trans-ocimeno; e 10: linalool). Para os acesso de P. mollicomum foram obtidas composições entre sesquiterpenos, monoterpenos e bezenoides, possibilitando identificar quatro quimiotipos (1: biciclogermacreno; 2: α-terpineol; 3: 1,8-cineol, linalool e E-nerolidol; e 4: espatulenol). Com esse trabalho, pela primeira vez, pode ser registar um padrão quimiogeográfico de produção entre sesquiterpenos e arilpropanoides para P. aduncum, mostrando que existe um gradiente de produção que é diretamente e inversamente proporcional com latitude, respectivamente. Também foi possível associar padrões de quimiodiversidade nos biomas brasileiros. Os resultados da composição química volátil das duas espécies demonstraram diferenças importantes, tanto interespécie quanto ao local de coleta, além de estar sendo descrito, pela primeira vez, como majoritárias as substâncias β-selineno para P. aduncum e 1,8-cineol e linalool para P. mollicomum. |