Avaliação das alterações macro e microcirculatórias dos membros inferiores de mulheres com doença venosa crônica e obesidade, tratadas por escleroterapia com espuma densa, associada ou não ao uso do Pycnogenol®
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Experimental |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20620 |
Resumo: | A doença venosa crônica (DVC) é uma doença multifatorial, crônica e progressiva, bastante prevalente, com baixa mortalidade e alta morbidade. Em estágios mais avançados, a macro e a microcirculação ficam seriamente prejudicadas. Um dos fatores de risco da DVC é a obesidade, mas os mecanismos fisiopatológicos sobre essa associação permanecem pouco claros. Sabe-se que a obesidade piora a hipertensão venosa, além dos processos inflamatórios desencadeados pela síndrome metabólica e pela própria DVC. O objetivo desse trabalho foi avaliar a macro e microcirculação em mulheres com DVC e obesidade, após escleroterapia ecoguiada com espuma densa (EEED), avaliando dois grupos, um com EEED+Pycnogenol® (Pinus pinaster Aiton) (Flebon®) na dose de 50 mg 3x/dia, e outro com EEED+placebo. No pós-procedimento, as mulheres usaram meia de compressão elástica por 30 dias e tomaram a medicação/placebo por 90 dias. Os parâmetros microcirculatórios avaliados com o Microscan® foram a densidade capilar funcional (DCF) (número de capilares com fluxo por mm2), o diâmetro da papila dérmica (DPD) (quantifica edema), o diâmetro do novelo capilar (DNC) (o maior diâmetro do novelo capilar avaliando grau de alteração), o diâmetro do capilar (DC) (largura média da coluna de hemácias), e a morfologia capilar (MC) (percentual do número de capilares alterados em relação ao número de capilares observados). Os parâmetros da macrocirculação avaliados pelo Eco Doppler colorido (EDC) foram a ocorrência de oclusão venosa e a melhora do refluxo. A qualidade de vida (QV) foi avaliada com escores e questionário. Para análise estatística foram utilizados os testes Exato de Fischer, U de Mann-Whitney, Postos com Sinais de Wilcoxon com correção de Bonferroni e o tamanho de efeito pelo delta de Cliff. No grupo EEED+Pycnogenol® houve melhora na DCF em relação à diferença das medianas nos períodos analisados (p < 0,007). A MC apresentou na comparação de 30 dias, uma tendência de melhora significativa (p = 0,176), confirmada nas comparações subsequentes (entrada vs 90 dias e das medidas dos períodos: p < 0,008) somente para o grupo EEED+Pycnogenol®. O DPD e o DNC apresentaram redução após 90 dias (p < 0,001) enquanto a MC apresentou melhora praticamente significativa (p = 0,053). Ainda considerando esses três últimos parâmetros, quando analisadas as diferenças das medidas nos três períodos, observou-se melhora em ambos os grupos (p < 0,011). A análise da magnitude de efeito mostrou efeito médio para o DCF pelo delta de Cliff de 0,46 e 0,44 (30 e 90 dias), e uma tendência de significância para o DPD e DNC. Observou-se melhora da macrocirculação em 80% dos pacientes após 30 dias e em mais de 95% em 90 dias. Houve regressão do CEAP de C3 para C2, no grupo EEED+placebo (p < 0,020) e no grupo EEED+Pycnogenol® (p < 0,005). Os parâmetros da QV apresentaram redução em ambos os grupos. Concluiu-se que a EEED é eficaz para reduzir a hipertensão venosa, impactando na melhora clínica, macro e microcirculatória, bem como na QV de mulheres com obesidade e DVC, e que o Pycnogenol® causou resultados positivos na microcirculação, possivelmente pela redução da inflamação |