Evolução temporal do risco a movimentos de massa incorporando a influência da ocupação antrópica e de obras de estabilização na comunidade da Rocinha RJ
Ano de defesa: | 2017 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências::Faculdade de Engenharia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/11646 |
Resumo: | Em áreas urbanas, os movimentos de massa podem causar sérios danos à sociedade, sejam estes materiais e/ou humanos. Nesse contexto, a comunidade da Rocinha, atualmente reconhecida como um bairro, vem sendo submetida ao longo dos anos a eventos de movimento de massa, algumas vezes catastróficos. Segundo Censo 2010 do (IBGE), a Rocinha possui cerca de 70 mil habitantes distribuídos em mais de 25 mil domicílios, evidenciando a necessidade de um gerenciamento de risco intensivo dessa região. Portanto torna-se indispensável o estabelecimento de ações por parte do poder público que visam reduzir perdas materiais e humanas. Dentre essas ações estão: (i) delimitação de áreas de risco; (ii) definição de limiares de intensidade de chuva capazes de deflagrar os movimentos de massa; (iii) implantação de sistemas de alerta nos municípios de forma que a população possa ser protegida. A definição de áreas de risco normalmente baseia-se em critérios observacionais. Em outras palavras, engenheiros e/ou geólogos percorrem as encostas e estabelecem as áreas com alto, médio e baixo potencial de deslizamento. A partir desse quadro, classificam-se as áreas de alto, médio e baixo risco e as ações mitigadoras passam a ter um critério de prioridade. Apesar do trabalho intensivo, não se tem um estudo da eficácia das medidas mitigadoras no sentido de efetivamente alterar os limites regionais das áreas de risco. Este trabalho tem como objetivo estudar a evolução temporal do mapeamento de risco a deslizamentos incorporando a influência da ocupação antrópica e das obras de estabilização na comunidade. Para isso avaliou-se a relação: redução de risco vs investimentos governamentais através dos mapas de suscetibilidade da GEO-RIO e dos mapas de probabilidades de deslizamentos desta pesquisa. Com esses dados comparou-se sua evolução com as obras de contenção realizadas no local. O estudo também abordou os laudos das ocorrências na comunidade, relacionados aos deslizamentos ocorridos nos últimos 40 anos e selecionando aqueles em que havia informações mais detalhadas sobre os eventos para a geração de novos mapas baseados em estudos probabilísticos que visam reduzir as subjetividades das classificações dos níveis de risco, dando origem a mapas de probabilidades atualizadas de deslizamentos. A análise geral dos mapas apresenta uma redução do perfil de risco encontrado ao longo dos anos, influenciado pelas obras de estabilização realizadas sendo ligeiramente contrabalançado pela ocupação antrópica crescente na região. |