A Unidade de Polícia Pacificadora através dos mapas do jornal O Globo: uma narrativa da conquista territorial da favela carioca
Ano de defesa: | 2017 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências::Instituto de Geografia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Geografia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13418 |
Resumo: | A difusão de mapas sobre as favelas cariocas em jornais e revistas de grande circulação nunca esteve distante de ser uma rotina na imprensa brasileira. A representação cartográfica da favela nos grandes jornais ganhou fôlego nos eventos relativos às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), programa de segurança pública iniciado no ano de 2008 pelo governo do Estado do Rio de Janeiro que consistiu na ocupação de favelas sob o domínio de narcotraficantes por forças policiais e militares. O jornal O Globo, veículo impresso de maior circulação no Rio de Janeiro, utilizou com regularidade o mapa no noticiário sobre as UPPs, sendo coletados 51 mapas sobre o tema entre os anos de 2008 a 2015. Esses mapas foram especialmente abundantes durante a chamada guerra do Rio , no final do ano de 2010, quando ocorreu a megaoperação de ocupação policial e militar da Vila Cruzeiro, Complexo da Penha e Complexo do Alemão. Nesse momento, os conflitos decorrentes da implantação das UPPs foram representados pelo jornal como uma guerra de fato, assim como os seus mapas sobre o tema, que adotaram uma linguagem cartográfica de guerra similar à cartografia jornalística da época da Segunda Guerra Mundial. O presente trabalho tem como objetivo analisar a produção cartográfica do jornal O Globo sobre as UPPs, concluindo que esses mapas construíram uma narrativa que vai da ameaça do Rio de Janeiro pelos narcotraficantes até a conquista territorial da favela pelas forças policiais e militares, e que nessas representações se manifesta a alteridade entre a favela e o asfalto |