Influência da ancestralidade genética na distribuição de alelos e haplótipos HLA -DR e -DQ em uma amostra de pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Gabrielli, Aline Brazão
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Biologia Humana e Experimental
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HLA
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7873
Resumo: É irrefutável a influência do antígeno leucocitário humano classe II DR-DQ na deflagração do diabetes mellitus tipo 1. Entretanto, a frequência dos alelos e haplótipos ligados à doença e o seu respectivo efeito pode ser distinto entre os diferentes grupos étnicos e regiões geográficas. Estudos em populações miscigenadas ou não caucasianas são escassos e esbarram com a estratificação populacional inadequada, gerando associações espúrias. Diante disto, este estudo buscou investigar a partir da ancestralidade genômica a distribuição dos haplótipos HLA-DRB1, -DQA1 e -DQB1 dentro dos grupos étnicos observados na população brasileira. A ancestralidade genômica de 972 pacientes DM1 de diferentes regiões do país foi estimada utilizando 46 marcadores informativos de ancestralidade (AIMs), destes, 479 tiveram os loci HLA de classe II tipificados. Com a inferência da ancestralidade foi possível observar que a população analisada não seria estratificada corretamente utilizando apenas a autodeclaração étnica. Em todo o país houve predominância de ancestralidade europeia com algumas diferenças regionais. Não foi possível visualizar diferenças nas frequências dos haplótipos HLA entre os grupos étnicos, mas verificamos diferenças relevantes quanto à diversidade de alelos entre os grupos, a presença de indivíduos heterozigotos DR3/DR4 e influência da origem étnica do haplótipo e efeito relacionado ao mesmo na idade ao diagnóstico. Na população DM1 brasileira a presença de haplótipos de proteção foi maior do que o esperado (28%), destes, 41% foi encontrado no grupo caucasiano. A presença de haplótipos de proteção pode justificar a média de idade ao diagnóstico mais elevada observada na nossa população quando comparada aos achados da população americana. Estes dados ajudam a compreender a variação genética presente na população brasileira e também as diferenças observadas na apresentação clínica do DM1 em diferentes grupos étnicos.