Feminismo de base comunitária: iniciativas que discutem questões de gênero na Maré (RJ)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Prosdocimide, Patricia Elisa Rivera
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8318
Resumo: Este trabalho desenvolveu uma investigação acerca de pedagogias criativas de feminismo de base comunitária produzidas por mulheres para trabalhar questões de gênero e violência contra a mulher (VCM) no contexto do conjunto de favelas da Maré. A pesquisa procurou estudar as questões, conceitos, motivações que orientam as práticas e dinâmicas educativas de indivíduos e coletivos de mulheres no esforço de compreender o papel da sociedade civil na promoção da igualdade de gênero na Maré. As iniciativas que foram estudadas incluem as seguintes: as oficinas do Centro de Referência Da Mulher da Maré-Carminha Rosa (CRMM-CR); O Grupo de Gênero e Sexualidade da Luta Pela Paz (GS-LPP); O Projeto Maré de Sabores das Redes de Desenvolvimento da Maré; o projeto autônomo do grupo de Mulheres ao Vento; as oficinas do Espaço Casulo. Localizadas em 4 distintas comunidades, estas inciativas foram descritas e analisadas com base em categorias definidas a partir de reflexões sobre dados obtidos através do cruzamento de observação participante, entrevistas semi-estruturadas e histórias de vida. As experiências estudadas nesta pesquisa focam nas perspectivas de mulheres dos territórios, de mulheres das periferias da América Latina, de mulheres que resistem em contextos de violências e que, em meio a esses contextos, produzem pedagogias que desconstroem e descolonizam modos de pensar e, subsequentemente, mudando formas de agir.