Análise em longo prazo de preditores de morbidade e mortalidade em coorte de pacientes com Síndrome Coronariana Aguda

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Aguiar, Adolfo Alexandre Farah de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8792
Resumo: Fundamentos: A insuficiência cardíaca tem uma grande importância como preditor de morbimortalidade em pacientes com síndrome coronariana aguda. Objetivo: Avaliar a ocorrência de insuficiência cardíaca e outros preditores de morbimortalidade na síndrome coronariana aguda em longo prazo. Métodos: Foi estudada uma coorte de 403 pacientes consecutivos e prospectivos, com queixas de dor torácica. Descreveram-se os dados demográficos e as características clínicas e laboratoriais. Comparou-se a estratificação de risco invasiva versus não invasiva, e as diferenças entre o tratamento medicamentoso com o intervencionista avaliando a evolução durante a internação e no período de até oito anos após a alta, em relação aos eventos cardiovasculares, não cardiovasculares e óbitos. Os dados numéricos serão apresentados em médias e desvios-padrão ou mediana e distância interquartílica, os dados categóricos através da porcentagem. Foram utilizados testes de t de Student, teste de Mann-Whitney, teste de qui-quadrado e teste exato de Fisher segundo sua indicação. Para a construção do modelo de sobrevida foram utilizados o teste de Kaplan-Meier e o teste de log-rank; o modelo multivariado foi ajustado utilizando o modelo de Cox. Após realizar a análise de sobrevida de Cox, para garantir o pressuposto do risco proporcional foi utilizado o modelo de Cox estratificado. Todas as análises foram realizadas utilizando o programa R versão 2.9.1. Resultados: População amostral constituída por 403 pacientes com queixas de dor torácica, sendo 65,8% com diagnóstico de SCA sem supra de ST, 27,8% SCA com supra de ST e 6,5% sem SCA. Da população amostral, foram avaliados 377 pacientes, sendo 37,93% do sexo feminino e a média de idade foi de 62,2±11,6 anos. A creatinina merece destaque como fator prognóstico, sendo o ponto de corte de 1,4mg/dL, com acurácia de 62,1%. Foram ainda observadas diferenças estatisticamente significativas quanto à idade na presença de insuficiência cardíaca; e quanto às terapias utilizadas antes e depois de 2002 em relação à mortalidade. Incluiu-se uma variável adicional no modelo multivariado, que se chamou de FC>PAS, para qualquer frequência cardíaca maior que a pressão arterial sistólica na admissão. Conclusões: A presença de IC na admissão, creatinina inicial >1,4mg/dL, idade e FC dos pacientes internados com SCA são preditores independentes de mortalidade. Observou-se que os pacientes com IC atendidos antes de 2002 apresentaram pior sobrevida do que os pacientes atendidos a partir de 2002 e que a mudança na terapia foi a responsável por isso. Mesmo com a diferença da sobrevida relacionada com a época da internação, o impacto dessas variáveis clínicas e laboratoriais na mortalidade foi semelhante. Outros estudos devem ser realizados a fim de avaliar se condutas diferenciadas para os pacientes com IC na admissão da internação de SCA podem reduzir esta mortalidade.