Efeitos do uso de estradiol transdérmico em baixa dose sobre biomarcadores inflamatórios e função microcirculatória em mulheres com sobrepeso e obesidade grau I na pós-menopausa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Silva, Lucia Henriques Alves da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Experimental
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12783
Resumo: A terapia hormonal (TH) é uma modalidade de tratamento para mulheres na pós-menopausa com a síndrome do climatério. Inúmeros efeitos positivos além da melhora dos sinais e sintomas relacionados já foram demonstrados, como aqueles observados na saúde óssea e na função endotelial. Porém, ainda há dúvidas sobre que perfis de pacientes mais se beneficiariam do restabelecimento de concentrações plasmáticas de estrogênios ditas fisiológicas, uma vez que a TH foi associada a eventos cardiovasculares desfavoráveis, especialmente em pacientes com doença ateroesclerótica estabelecida. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do uso de terapia hormonal com estradiol transdérmico em monoterapia e em baixa dose em mulheres com sobrepeso ou obesidade na pós-menopausa sobre biomarcadores de inflamação e sobre a função microcirculatória. Foram recrutadas 44 mulheres na pós-menopausa recente com idade entre 47 a 55 anos e índice de massa corporal (IMC) de 27,5 a 34,9 kg/m² e posteriormente alocadas, por seleção externa, em dois grupos: placebo (P) e estradiol transdérmico (E). Neste grupo, as voluntárias fizeram uso de estradiol hemi-hidratado transdérmico na dose de 1 mg diários, por um período de três meses consecutivos. Foram realizadas medidas plasmáticas de biomarcadores de inflamação (proteína C reativa ultrassensível, interleucina 1β, interleucina 6, proteína quimiotática de monócitos-1 e fator de necrose tumoral-α), biomarcadores de lesão e reparo vascular (células endoteliais circulantes ativadas e em repouso e células endoteliais progenitoras) e avaliação de função microcirculatória por fluxometria por laser Doppler (LDF) antes e após a intervenção. As pacientes apresentavam idade de 51,77 ± 2,3 anos, IMC de 31,52 ± 2,54 kg/m² e tempo de menopausa de 3 [2-5] anos. Após a intervenção não houve mudanças nas concentrações plasmáticas dos biomarcadores de inflamação em ambos os grupos; entretanto, no grupo E, houve um aumento significativo no número de células endoteliais circulantes em repouso e das células endoteliais progenitoras (P < 0,01). Além disso, houve uma tendência à mudança no componente endotelial de vasomotricidade (P = 0,057), além de menor dose cumulativa necessária para alcance do plateau da velocidade máxima após a iontoforese com acetilcolina (P < 0,001) e houve melhora da vasodilatação endotélio-independente após iontoforese com nitroprussiato de sódio (P < 0,01). Não houve qualquer mudança em composição corporal ou sensibilidade à ação da insulina na população estudada. Em conclusão, em mulheres na pós-menopausa com o perfil estudado, a terapia hormonal proposta não interferiu sobre biomarcadores inflamatórios plasmáticos, mas promoveu ações benéficas em biomarcadores de reparo vascular e reatividade microcirculatória.