Impacto de intervenção em nível ambulatorial sobre o estado nutricional e outros indicadores de saúde entre crianças com excesso de peso
Ano de defesa: | 2017 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Nutrição BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7238 |
Resumo: | O excesso de peso alcança proporções epidêmicas entre as crianças e adolescentes em todo o mundo. O desenvolvimento de comorbidades é cada vez mais frequente em crianças com excesso de peso, além de estas terem maior chance de doenças crônicas não-transmissíveis, morte prematura e incapacidade na vida adulta. A sua etiologia é multifatorial, demandando intervenções multicomponentes, com vistas a melhorar os hábitos saudáveis em vários níveis, incluindo individual, familiar, na escola e na comunidade. Estudos de intervenção para o tratamento da obesidade focados na família têm se mostrado efetivos. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto de intervenção em nível ambulatorial sobre o estado nutricional e outros indicadores de saúde de crianças de seis a nove anos de idade com excesso de peso. Trata-se de um ensaio clinico randomizado e controlado com crianças com excesso de peso provenientes de seis escolas da rede pública do município. As escolas foram alocadas aleatoriamente entre os grupos intervenção (GI, n=4) e controle (GC, n=2). Com os indivíduos do GC foram realizadas consultas individuais mensais de nutrição por cinco meses. Com os do GI, além das consultas, as crianças receberam sachês com cinco gramas de sementes de chia e linhaça para consumo diário e foram realizados no mesmo período nove encontros que abarcavam atividades educativas para os responsáveis e para crianças, em grupos separados, e oficinas culinárias para todos juntos. Os temas das atividades incluíram questões comportamentais, de educação nutricional e de atividade física. Foi realizada a avaliação bioquímica no início e ao final do estudo, e antropométrica a cada consulta. O desfecho primário foi o IMC e os desfechos secundários foram perímetro de cintura (PC), Índice de Conicidade (IC), perímetro abdominal (PA), HOMA-IR, colesterol total, PCR, adiponectina, leptina e hidroperóxidos lipídicos, entre outros (analisados como variáveis contínuas). Foram analisadas as trajetórias, utilizando-se modelo linear de efeitos mistos, ao longo do estudo, dos desfechos supracitados, segundo o gradiente de participação nas atividades do estudo e segundo os níveis de consumo de chia e linhaça. Os grupos estudados foram semelhantes na linha de base do estudo. As trajetórias dos desfechos bioquímicos e antropométricos de interesse não apresentaram diferença estatisticamente significativa nos modelos produzidos. Contudo, ficou apontada uma tendência de melhora dos desfechos antropométricos, HOMA-IR, PCR e colesterol total para as crianças que tiveram maior comparecimento às atividades. Houve tendência de relação inversa entre hidroperóxidos lipídicos e o gradiente de participação no estudo. Em relação às trajetórias por nível de consumo de chia e linhaça, para IMC e PA, houve tendência de melhora dos parâmetros conforme o consumo de chia e linhaça aumentou. Já para PC, a única curva ascendente foi da categoria Nenhum consumo . O HOMA-IR teve trajetórias ascendentes para todas as categorias, mas sugerindo menores inclinações conforme o consumo de chia e linhaça aumentou. Para hidroperóxidos lipídicos e adiponectina o efeito foi inverso, com melhores desfechos apresentados na curva de quem teve Nenhum consumo . A intervenção se mostrou factível de ser implementada, mas evidenciou efeitos modestos para desfechos antropométricos e bioquímicos |