Efeito compensatório do exercício físico nas atividades físicas diárias e no consumo alimentar em jovens adultos com excesso de peso: um ensaio controlado randomizado.
Ano de defesa: | 2019 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4510 |
Resumo: | O efeito compensatório do exercício físico nas atividades físicas espontâneas e no consumo alimentar tem sido apontado como uma possível explicação para os resultados negativos ou abaixo do esperado na variação do peso corporal. Além disso, o efeito da intensidade do exercício físico no efeito compensatório ainda foi pouco estudado. Portanto, o objetivo deste estudo é avaliar o efeito de diferentes intensidades do exercício físico no volume de atividades físicas em homens com excesso de peso. Os indivíduos (n= 72; média ± DP, idade 21.4 ± 1.68 anos, IMC 27.9 ± 2.13 kg/m2) foram randomizados em três grupos experimentais: grupo de exercício moderado (GEM); grupo de exercício vigoroso (GEV); e grupo controle (GC). Durante 2 semanas, os grupos GEM e GEV realizaram 3 sessões de exercício físico por semana, com duração de 60 minutos por sessão, em intensidade moderada (40 a 59%VO2R) ou vigorosa (60 a 89%VO2R). O volume de atividades físicas foi avaliado através de acelerômetros triaxiais (ActiGraph GT3x-BT) durante 13 dias. O consumo alimentar foi avaliado através de recordatório alimentar de 24h durante 4 dias e a fome/saciedade através da Escala Visual Analógica. Análises por intenção de tratamento foram realizadas utilizando modelos lineares de efeitos mistos no SAS. Após 13 dias de seguimento, GEM e GEV apresentaram compensação no volume de atividades físicas, quando comparados ao GC (GEM vs. GC e GEV vs. GC; p=0.01). Não houve diferença na taxa de variação entre GEM e GEV (p=0.97). Com relação ao consumo alimentar, a taxa de variação não foi diferente entre os grupos (p=0.18), entretanto, o GEM apresentou maior consumo energético durante esse período quando comparado ao grupo controle (β = 491 kcal; p = 0.01) e ao grupo vigoroso (β = 319 kcal; p = 0.07). As taxas de variação da fome e da saciedade não foram diferentes entre os grupos durante o período da intervenção (p=0.92 e p=0.52, respectivamente). Com base nesses resultados, GEV apresentou maior redução do peso corporal quando comparado ao GEM (p=0.03) e ao GC (p=0.07). Sessões de 60 minutos de exercícios físicos aeróbios, realizadas três vezes por semana, promoveram um efeito compensatório no volume total de atividades físicas ao longo das duas semanas da intervenção, independentemente da intensidade do exercício realizado. Apesar do efeito compensatório em ambos os grupos de exercício, GEV apresentou maior redução do peso corporal. |