Impacto da dismenorreia na qualidade de vida e produtividade das universitárias da área biomédica da UERJ

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Gomes, Ana Luiza Alvarenga
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8660
Resumo: A dismenorreia é uma queixa comum nos consultórios médicos, sendo causa frequente de absenteísmo em escolas e locais de trabalho. Estudos que analisaram o absenteísmo relacionado à dismenorreia em mulheres jovens demonstraram que cerca de 25% faltaram pelo menos um dia de escola ou trabalho. Esse absenteísmo gera um grande impacto negativo econômico quanto social. Durante o período de março a dezembro de 2014, foi conduzido este estudo observacional, transversal, com alunas matriculadas no primeiro ano nos cursos universitários na área biomédica (medicina, nutrição, enfermagem, ciências biológicas, odontologia) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com objetivo de avaliar o impacto da dismenorreia na qualidade de vida destas estudantes, juntamente com a avaliação da perda da produtividade e do absenteísmo escolar. Para avaliação destes dados, utilizamos um questionário para avaliação sócio demográfica e historia ginecológica, o WPAI-GH para avaliação da produtividade e o SF-12 para avaliação da qualidade de vida. O questionário foi respondido por 108 alunas, com idade que variou de19 a 23 anos. A prevalência de dismenorreia encontrada foi de 86,5%. Os fatores de risco associados à dismenorreia foram a irregularidade dos ciclos menstruais, a intensidade do sangramento menstrual, a presença de TPM e a dor em hipogástrio. A taxa de absenteísmo encontrada nas estudantes com dismenorreia moderada/acentuada foi superior ao das estudantes com dismenorreia leve/ausente . A perda da produtividade avaliada pelo WPAI-GH foi significativamente maior para o grupo de dismenorreia moderada/acentuada. Este grupo também apresentou perda significativamente maior na qualidade de vida. Este estudo sugere que as estudantes com dismenorreia moderada/intensa apresentam maior comprometimento da qualidade de vida, com perda da produtividade e maiores taxas de absenteísmo.