Educação Quilombola e Contemporaneidade: um estudo em diálogo com a Escola Municipal do Quilombo do Campinho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Santos, Teresa Cristina Salles
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Educação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/10776
Resumo: Esta pesquisa tem como propósito fornecer dados sobre a temática emergente quilombola, em especial, a educação escolar quilombola no Quilombo do Campinho da Independência, Paraty- RJ. Partindo de uma leitura sobre o significado de quilombo na atualidade, os conflitos que envolvem a questão da Terra e da identidade quilombola. A partir das legislações oficiais vigentes, a saber: Constituição Federal de 1988, Lei de Diretrizes e Bases, a Lei 10.639/03 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Escolar Quilombola (Brasil, 2012). A intenção foi desenvolver uma pesquisa sobre as disputas e tensionamentos percebidos no cotidiano da comunidade do Quilombo do Campinho. Considerando que uma das principais características das comunidades tradicionais quilombolas é que sua existência está historicamente vinculada à luta pela defesa de seus direitos, repetidamente negados ao longo da história do Brasil. A afirmação da identidade quilombola, resgatada e titulada pela comunidade do quilombo em questão, trouxe garantias de acesso a equipamentos públicos, e proporcionou formas legítimas de exigir uma educação pública que contemple as suas especificidades. Afirmado pela Lei 10.639/03, a qual alterou a LDB 9.394/96. Trabalhar nas escolas as desigualdades construídas historicamente, que beneficiam brancos em detrimento de negros, e tratá-las como agentes causadores do racismo, significa considerar que as desigualdades raciais devem ser combatidas, principalmente por meio de ações afirmativas aplicadas. Esse processo deve considerar o que a comunidade envolvida tem a dizer a respeito de sua própria história