Avaliação da toxicidade e mutagenicidade de extratos etanólicos de folhas de Petiveria alliacea Linnaeus em Escherichia coli e DNA plasmidial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Maciel, Verônica Botelho
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20230
Resumo: Petiveria alliacea L. é uma planta herbácea pertencente à família Phytolaccaceae, nativa da região amazônica e conhecida popularmente como amansa-senhor, piu-piu e guiné. É amplamente utilizada na medicina popular com diversas atividades terapêuticas, tais como, analgésica, antibacteriana, propriedades antifúngicas e hipoglicêmicas. No entanto, seus efeitos toxicológicos não estão bem elucidados, havendo necessidade de mais investigações nesta área. O objetivo do presente trabalho é avaliar a citotoxicidade e a genotoxicidade de extratos brutos etanólicos de folhas de P. alliacea em Escherichia coli e DNA plasmidial. As folhas de plantas coletadas no Rio de Janeiro (22º 53’ 55,95’’S e 43º 05’ 09,37W) foram secas a 50 ºC durante 24 horas e submetidas à preparação do extrato bruto etanólico por infusão, seguido de evaporação rotatória. A fim de avaliar o potencial citotóxico do extrato, foram utilizadas culturas de E. coli selvagem (AB1157) incubadas com diferentes concentrações do extrato da planta (5, 10, 15, 20, 25 e 30 mg/mL) durante 60 minutos. A análise da genotoxicidade foi avaliada in vitro através de eletroforese, em gel de agarose, de DNA plasmidial (pUC 9.1). Além disso, a ação genotóxica também foi medida pela alteração da capacidade transformante do plasmídeo pUC 9.1 em células bacterianas e por eletroforese em gel de agarose de DNA de E. coli incubada com o extrato. O potencial mutagênico foi analisado através da indução de resistência à rifampicina em bactérias incubadas com o extrato etanólico de P. alliacea e a citotoxicidade das partições do extrato foi avaliada qualitativamente pelo teste de difusão em agár. Os resultados indicam que o extrato de folhas foi citotóxico, em função do tempo de incubação, apenas nas concentrações 15, 20, 25 e 30 mg/mL (p < 0,05). A análise eletroforética indica que o extrato promove quebras no DNA genômico, mas parece não induzir quebras no DNA plasmidial, embora haja um retardo no padrão de migração em função do aumento da sua concentração. Porém, não houve alteração no número de células transformadas pelo plasmídeo, após a incubação com o extrato. O extrato não apresentou ação mutagênica e suas partições não foram citotóxicas