Estudo comparativo de medidas de adiposidade pela absorciometria de dupla-emissão de raios X e pela antropometria
Ano de defesa: | 2016 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Nutrição BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7217 |
Resumo: | O aumento da prevalência de sobrepeso/obesidade no mundo determinou o aumento de taxas de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes mellitus, hipertensão arterial, doença coronariana, entre outras. Como o aumento do tecido adiposo visceral (TAV) é mais importante do que o excesso de tecido adiposo, é necessário identificar formas de medir o TAV, para identificar pessoas sob maior risco de adoecimento. Como técnicas de medida de TAV de elevada precisão - ressonância nuclear magnética, tomografia computadoriza, absorciometria de dupla emissão de raios X (DXA) não estão disponíveis para grandes populações, nem para o cotidiano da clínica, é necessário o uso de outro recurso. As equações antropométricas de predição do TAV representam uma possibilidade, sendo necessária sua adequação à população estudada. O objetivo deste estudo foi o de identificar, através das variáveis antropométricas mensuradas no estudo Pró-Saúde, aquelas que melhor que refletem o acúmulo de gordura visceral mensurada pela DXA. Foi um estudo transversal, com parte de uma coorte de funcionários de uma universidade do Rio de Janeiro o Estudo Pró-Saúde (n=516; idade= 53 (11,0) anos), sendo 250 homens e 266 mulheres. Foram utilizadas duas estratégias para geração das equações: uma com base na correlação forte/muito forte de variáveis antropométricas com variáveis obtidas com o TAV medido pela DXA; outra considerou variáveis preenchendo critérios específicos. Os valores do índice de massa corporal (IMC) identificaram prevalência de sobrepeso/obesidade de 71,45% na amostra do Estudo Pró-Saúde, sendo estes valores mais elevados quando medidos pelo índice de massa gorda (79,4%). Foram geradas equações preditivas para toda a amostra, seguindo as duas estratégias, além de equações para homens e para mulheres. Também foram geradas equações preditivas para massa gorda de tronco em função do maior número de correlações com variáveis antropométricas que o TAV, e índice de massa gorda considerando que reflete melhor a adiposidade corporal do que o IMC, identificado pela maior prevalência de sobrepeso/obesidade quando comparada com a fornecida pelo IMC. Foi utilizada a análise gráfica de concordância de Bland-Altman para comparar os dados estimados pelas equações com os medidos pela DXA. A boa concordância entre os valores estimados e os observados referendou a utilização de equações de predição com base em variáveis antropométricas como uma ferramenta útil para uso na prática clínica na mensuração do tecido adiposo visceral, da massa gorda de tronco e do índice de massa gorda. Foi identificada uma variável pouco estudada até o momento, o índice de adiposidade central, como capaz de medir a adiposidade visceral, sendo necessário estudar sua adequação a outros grupos. Recomenda-se, para além do estudo, a adoção de rotina de divulgação dos dados relacionados à composição corporal em todas as densitometrias ósseas, como uma forma de aumentar o poder de diagnosticar precocemente modificações na distribuição da gordura corporal capazes de aumentar o risco de adoecimento |