Identificação e caracterização das células imunorregulatórias que participam da tolerância oral bystander na inibição da progressão da lesão inflamatória em camundongos infectados com Leishmania amazonensis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Benfica, Juliana do Outeiro Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Microbiologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14342
Resumo: A tolerância oral (TO) é um mecanismo fisiológico de resposta não-inflamatória sistêmica a um imunógeno previamente ingerido e mediado por células reguladoras. Na tolerância oral bystander, as respostas a um segundo imunógeno são reguladas quando apresentado junto ao imunógeno cuja tolerância foi previamente estabelecida. Duas linhagens de camundongos com fenótipos extremos de susceptibilidade (TS) e resistência (TR) à TO foram desenvolvidas por seleção genética bidirecional. Os animais TS têm perfil regulador e, quando infectados com Leishmania amazonensis, desenvolvem lesão reduzida; enquanto os TR, por seu perfil inflamatório, têm lesão exacerbada. Camundongos TR submetidos à tolerância oral bystander, isso é, tolerizados com ovalbumina (2 mg de OVA), imunizados com OVA e, simultaneamente infectados, têm lesão reduzida. O objetivo deste trabalho foi avaliar a participação das células imunoregulatórias (linfócitos T regulatórios Tregs - e células dendríticas tolerogênicas) na redução da lesão em animais submetidos à tolerância oral e infectados com L. amazonensis. Camundongos TR submetidos à tolerância oral bystander têm aumento das células Tregs no sítio da infecção associado à redução da lesão. A transferência de Tregs provenientes de animais tolerizados (2 mg de OVA) para TR infectados e imunizados (com OVA), mimetiza o efeito da tolerância oral bystander, diminuindo a lesão inflamatória, sugerindo a participação de células Tregs na supressão bystander. Também foram transferidas células dendríticas (DCs) tolerogênicas, provenientes dos linfonodos mesentéricos de animais TR ou TS tolerizados, para camundongos TR infectados. Foram avaliados o desenvolvimento da lesão e a proporção de células Tregs (CD4+ CD25+ Foxp3+) nos animais infectados. O desenvolvimento da infecção foi menor nos camundongos TR que receberam DCs tolerogênicas (provenientes tanto de TR quanto de TS tolerizados), comparando aos somente infectados, sendo similar aos tolerizados e infectados (tolerância oral bystander), sugerindo a participação de células Tregs na supressão bystander. A transferência de DCs tolerogênicas também aumentou a proporção de Tregs nos TR infectados. Nossos resultados permitem inferir que as DCs tolerogênicas, possivelmente induzindo a diferenciação de Tregs, participam da diminuição da lesão inflamatória em animais infectados com L. amazonensis, sendo um dos mecanismos da tolerância oral bystander.