O sujeito encarnado: um ensaio sobre a teoria enativa da percepção.
Ano de defesa: | 2004 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4390 |
Resumo: | Esta dissertação visa propor uma descrição ativa e experencial da percepção, em contraposição ao modelo passivo e representacionista ainda hegemônico no campo das ciências cognitivas. Como fio condutor utiliza-se a teoria enativa desenvolvida pelo biólogo Francisco Varela, que defende um caráter necessariamente encarnado, ativo e contextual da percepção. O conceito de enação (cognição como ação perceptivamente guiada) é proposto à luz de experimentos psicofísicos e neurofisiológicos que questionam o caráter internalista e localizacionista da cognição, oferecendo como contraponto uma descrição externalista, experencial e emergente desta. O conceito de emergência permite entender a cognição como um fenômeno complexo de dinâmica não-linear, distribuído em extensas redes neurais e necessariamente contextualizado. Utilizando recentes pesquisas em neurofisiologia e neurobiologia do desenvolvimento procura-se expandir as idéias originais de Francisco Varela acerca da enação e discutir de que maneira estes conhecimentos podem ser úteis para o campo da saúde mental. É sugerido um olhar menos estratificado das divisões entre mente-corpo-mundo, assinalando a necessidade de descrições sempre contextualizadas e contingentes do ser humano. Enfatiza-se a seguir o caráter constitutivo da experiência no desenvolvimento de uma subjetividade encarnada e única. O acento na experiência e na plasticidade permite desconstruir leituras reducionistas e eliminativistas do determinismo genético, salientando a importância do ambiente, da história de vida e da prática territorial cotidiana nos dispositivos extra-hospitalares da Reforma Psiquiátrica. |