Estudo anatômico do verumontanum durante cirurgias endoscópicas em pacientes com hiperplasia prostática benigna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Menezes, Henrique Barbosa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18923
Resumo: A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma das doenças mais prevalentes na população masculina, chegando a 50% em homens na faixa etária entre 41-60 anos de idade. Sabe-se que a HPB está diretamente associada ao envelhecimento, hereditariedade, obesidade, sedentarismo e síndrome metabólica. Esta patologia afeta a qualidade de vida dos pacientes diretamente ligada à obstrução infra-vesical com sintomas de esvaziamento e armazenamento. Dentre as drogas utilizadas para a terapia medicamentosa, os inibidores da 5-alfa redutase (5-ARIs) tem a capacidade de mudar a história natural da doença, através da diminuição do volume prostático, porém não há nada descrito sobre alteração do tamanho ou da anatomia do colículo seminal (verumontanum) em pacientes submetidos ao uso deste medicamento. Além disso, até hoje não existe uma descrição para os diversos tipos morfológicos de verumontanum. O objetivo do estudo consistiu em avaliar se ocorre alteração no tamanho do verumontanum em pacientes com HPB com e sem uso de 5-ARIs e propor uma classificação endoscópica para o verumontanum. Nós estudamos pacientes com HPB que foram submetidos à ressecção transuretral (RTU) da próstata ou bexiga. Como grupo controle utilizamos pacientes com menos de 40 anos submetidos a litotripsia de rim ou ureter. Foram excluídos do estudo pacientes portadores de adenocarcinoma da próstata assim como pacientes já submetidos a qualquer procedimento invasivo para tratamento da HPB. Durante a RTU foram realizadas fotografias do verumontanum e posteriormente com o auxílio de um software de computador (Image J) foram realizadas as medidas do comprimento (diâmetro longitudinal) e da largura (diâmetro transversal) do verumontanum em todos os pacientes. Para a análise estatística foi utilizado o software de computador R-Project. Foram avaliados 86 pacientes com HPB, sendo que 34 (média de idade: 67,26 anos) estavam em uso de 5-ARIs e 52 (média de idade: 62,69 anos) que nunca usaram a medicação. No grupo dos pacientes portadores de HPB que faziam uso da medicação, a média das medidas do comprimento e largura do verumontanum foram de 4.69 mm e 2.94 mm respectivamente. No grupo de pacientes portadores de HPB que não faziam uso da droga, a média dos diâmetros foi de 4.54mm e 3.20 mm respectivamente. No grupo controle (média de idade: 32 anos), a média do comprimento e largura foi de 5.63 mm e 4.11 mm respectivamente. Houve significância estatística com correlação positiva na avaliação das medidas longitudinal e transversal do grupo controle em comparação com o índice de massa corporal e correlação negativa na comparação da medida do diâmetro transversal do verumontanum com o volume da próstata no grupo de HPB que faz uso da medicação. Além disso, o estudo apresentou uma frequência de 5 tipos de verumontanum diferentes, para os quais propomos uma classificação anatômica. Não houve diferença na variação morfológica do verumontanum entre os grupos.