O que resta da arte: indivíduo e cultura em "Humano, demasiado humano"
Ano de defesa: | 2014 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12144 |
Resumo: | Esta tese tem como objetivo o estudo do problema da cultura em Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900), tomando como ponto de partida o aforismo 222 de Humano, demasiado humano: O que resta da arte . Verifica-se o que o filósofo alemão refletiu sobre a passagem de uma cultura que filosoficamente deu primazia à arte para uma que se assumia científica e industrial. Como elemento central para tal empreitada, discute-se a problemática do indivíduo e sua formação cultural, bem como seu papel na criação da cultura. Num primeiro momento, analisa-se o desenvolvimento do pensamento nietzschiano ao longo da década de 1870, algumas de suas principais leituras para o abando de suas posições schopenhauerianas e wagnerianas, dentre as quais se destaca sua relação intelectual com Jacob Burckhardt (1818-1897) e sua rejeição ao Hegelianismo. Em seguida, concentra-se na expansão do cientificismo do século XIX para se traçar uma trajetória de total abandono do Romantismo e da crítica à metafísica na fase intermediária do pensamento de Nietzsche. Como fechamento, debate-se o desdobramento das discussões da obra publicada em 1878 nas obras subsequentes, Aurora e A Gaia Ciência, e a atualidade do debate aqui proposto em filósofos contemporâneos, especialmente, Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973). |