Formação do professor do campo: a questão da variação linguística

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Skrzypietz, Claudia Maria Andrade lattes
Orientador(a): Fraga, Leticia lattes
Banca de defesa: Messias, Rozana Aparecida Lopes lattes, Carlos, Valeska Gracioso lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Ponta Grossa
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós - Graduação em Estudos de Linguagem
Departamento: Departamento de Estudos da Linguagem
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3074
Resumo: Partindo do pressuposto de que a educação é uma das principais ferramentas para a transformação de um povo, destaca-se a importância de o docente conhecer a realidade em que atuará em sua vida profissional, de modo que possa contribuir para o desenvolvimento de seus alunos. Dessa forma, o propósito desta pesquisa foi conhecer a matriz curricular da disciplina de Língua Portuguesa de três Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado do Paraná que oferecem a Graduação em Educação do Campo e o Programa de Monitoria de uma dessas Instituições, propondo uma reflexão sobre a formação dos futuros docentes como relação à linguagem normal e normativa. Como a pesquisa se refere à realidade do povo campesino, público das Escolas do Campo, iniciou-se com uma rápida reflexão sobre o que é uma Escola do Campo; quais as dificuldades encontradas pelos professores e alunos nesse meio; qual a importância de se discutir sobre variação linguística nesse contexto; por que há um falar diferente na região; e se a necessidade de haver uma formação especifica para estes professores. No primeiro momento abordou-se o histórico da Educação Ruralista até a Educação do Campo. Na sequência, foram destacados os referenciais teóricos sobre variação linguística e o dialeto caipira. No terceiro momento, foi apresentada a metodologia e os procedimentos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa, os referenciais curriculares sobre o ensino da língua e sua importância na construção da identidade do povo campesino. Procedemos, então, à análise documental da grade curricular dos cursos selecionados e do programa de monitoria ofertado aos discentes por uma das instituições de ensino pesquisadas. A metodologia utilizada para o trabalho foi a pesquisa documental com utilização de entrevista e visitas em Escolas do Campo, destacando-se os autores: Arroyo (2009), Amaral (1953), Caldart ( 2011), Faraco (2008), Cagliari (2002), Bagno (2002), Brandão (1991), Bortoni (2004), além da legislação direcionada ao tema. Concluímos que a formação do docente para atuar em ambientes específicos, como na Educação do Campo ainda não está contemplada nas matrizes curriculares e a academia não forma profissionais para as necessidades regionais.