Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Lima, Adilson Carlos de
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Orientador(a): |
Moreno, Jean Carlos
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Banca de defesa: |
Molina, Ana Heloisa
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Mello, Paulo Eduardo Dias de
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós - Graduação Profissional em Ensino de História
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Departamento: |
Departamento de História
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3153
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Resumo: |
O presente trabalho pretende suscitar reflexões acerca de questões ligadas ao mundo do trabalho e sua representação através da fotografia, no sentido de problematizar essas questões, assim como a utilização dos registros fotográficos no Ensino de História. A pesquisa tem como enfoque o trabalho na produção de café no município de Tejupá-SP, com o intuito de empreender uma busca pelos trabalhadores dos cafeeiros nas fotografias registradas pelas famílias tradicionais do município, para assim realizarmos uma leitura dos elementos marcantes que atravessam esses registros, com o objetivo de oferecer, no final, um material didático com algumas possibilidades para a utilização da imagem fotográfica como documento histórico em sala de aula. Para tanto, fez-se necessário uma aproximação interdisciplinar com as discussões teóricas acerca da fotografia enquanto linguagem, documento histórico e recurso didático, onde dialogamos, principalmente, com as contribuições de Jacques Aumont, Boris Kossoy, Ulpiano Bezerra de Meneses, Maria Ciavatta e Ana Heloisa Molina. A utilização da fotografia no processo de ensino-aprendizagem pode enriquecer muito a produção de conhecimento histórico escolar. Em Tejupá, onde atuo como professor do ensino fundamental e médio, identificamos uma lacuna no trabalho com questões locais, principalmente por falta de materiais disponíveis. A cultura do café no município por muito tempo confundiu-se com a identidade local, mas a memória preservada sempre privilegiou os aspectos econômicos considerados mais relevantes. Na maioria das fotografias coletadas identificamos através dos estudos, uma ausência dos trabalhadores, ou, quando aparecem, a sua “secundarização/marginalização” no enquadramento fotográfico. Nesse sentido, levantar essas questões no ensino de História, trata-se do reconhecimento da importância: dos trabalhadores na dinâmica sociocultural e do desenvolvimento da capacidade leitora de imagens pelos alunos. |