Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Claro, Paula Cabrera
 |
Orientador(a): |
Rocha, Paula Melani
 |
Banca de defesa: |
Oliveira, Hebe Maria Gonçalves de
,
Pereira, Ariane Carla
 |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Jornalismo
|
Departamento: |
Departamento de Jornalismo
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/4139
|
Resumo: |
Esta pesquisa de mestrado busca investigar como iniciativas de jornalismo independente, que se adequam à definição de arranjos econômicos alternativos aos grandes conglomerados de mídia (FIGARO, 2018), cobriram a pandemia da Covid-19 no Brasil e as desigualdades de gênero, raça, classe, etnia e território no recorte temporal de 2020 e 2021. Partimos do entendimento de que a disseminação do vírus pelo país acentuou vulnerabilidades preexistentes nas periferias, em comunidades indígenas e para mulheres negras e de classes mais baixas. Nosso percurso metodológico nos leva a duas iniciativas jornalísticas: Nós, mulheres da periferia e Amazônia Real. Ambas foram fundadas por mulheres jornalistas e produziram reportagens especiais sobre a Covid-19. Elas também carregam em seu cerne a defesa dos direitos humanos e o vínculo com o território em que se encontram. Por defenderem, respectivamente em suas linhas editoriais, mulheres negras e periféricas e os povos originários da Amazônia, acredita-se que elas carregam potenciais decoloniais em suas práticas jornalísticas. São essas questões que norteiam o objetivo central da pesquisa: investigar como Nós, mulheres da periferia e Amazônia Real cobriram a pandemia de Covid-19 atravessada pelas desigualdades interseccionais (gênero, raça, classe, etnia e território) e, aliado a isso, avaliar se há práticas decoloniais em seus produtos jornalísticos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, ancorada na perspectiva decolonial e interseccional. Nossa análise revela que ambas apreendem os marcadores interseccionais em suas reportagens, na formulação das pautas e na escolha das fontes. Também foi possível evidenciar elementos das organizações que convergem com a decolonialidade: na proximidade com as fontes, na abertura para uma polissemia e polifonia de vozes, na prioridade dada às fontes locais e aos dados de instituições que consideram as populações retratadas. |